Começa amanhã em Belo Horizonte o 1º Festival Internacional de Quadrinhos
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terça-feira, 30 de novembro de 1999
Por Jotabê Medeiros 
São Paulo, 30 (AE) - A partir de amanhã (01), às 10 horas, Belo Horizonte se transforma na capital nacional dos gibis. O 1.º Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) reúne quadrinhistas de todo o Brasil e de outros países - como o francês François Boucq - em 15 exposições, debates e conferências, lançamentos editoriais e uma feira de quadrinhos.
O brasileiro Angeli será homenageado com uma retrospectiva de sua obra, com 75 pranchas originais expostas. Promovido pela prefeitura de Belo Horizonte, o FIQ também faz o concurso nacional do 1.º Festival Internacional de Quadrinhos, que teve apoio da Fundação Perseu Abramo. A maior parte das atividades do FIQ será no Centro Cultural UFMG, na Avenida Santos Dumont, 174, centro. Haverá exposições também na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (Rua Carangola, 288, térreo, Santo Antônio) e no Centro de Cultura Belo Horizonte (Rua da Bahia, 1.149, centro).
A França é o principal país estrangeiro homenageado na mostra. É de lá que vem a exposição "Para Acabar com o Século 20". Para essa mostra, os autores brasileiros Miguel Paiva, Maurício de Souza, Quinho, Angeli, Adão Iturrusgarai e Laílson convidaram seis desenhistas franceses para apresentar suas visões sobre este fim de milênio: Claire Brétecher, Gotlib, Vuillemin, Florence Cestac, François Boucq e Régis Franc. Cada artista brasileiro fez uma obra de introdução ao seu convidado. Um cenário de som e luz, utilizando monitores e sistemas DVD, complementam a exposição.
A mostra "Convidados Internacionais" reúne 20 obras de dois dos mais prestigiados desenhistas de quadrinhos: o espanhol Miguelanxo Prado e o italiano Guido Silvestri. Uma outra exposição internacional do FIQ, "Il Rêvent le Monde" (Eles Sonham o Mundo), apresenta a visão do ano 2000 nos quadrinhos franceses, por meio do histórico de uma série de ilustrações inéditas. Essa exposição ocorrerá na Aliança Francesa (Rua Tomé de Souza, 1.418).
Entre os brasileiros, estarão lá Laerte, Adão Iturrusgarai, André Toral, Lourenço Mutarelli e a Fábrica de Quadrinhos (São Paulo), mais Ota, Nanni, Marcelo Gaú e César Lobo (Rio de Janeiro), entre outros.
Além das exposições, o FIQ terá um ciclo de debates e conferências que estará ocorrendo no auditório do Centro Cultural UFMG e no Centro de Cultura Belo Horizonte. A França, país homenageado do festival, enviou uma delegação que tem ainda François Vié, Marie-Anne Fontenier, Philippe Vuillemin, Florence Cestac e Régis Franc.
O Centro de Cultura Belo Horizonte vai abrigar a exposição "A República no Traço de Rian", cedida pelo Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. A mostra apresenta caricaturas de presidentes e personalidades brasileiras e estrangeiras, retraçando a história republicana do País, aos olhos da irreverente Rian (codinome de Nair de Tefé, mulher do presidente da República marechal Hermes da Fonseca). Em sua época, o traço de Rian fez sucesso em Londres e Paris, pelo deboche e senso de ironia.


