Dinheiro não compra bom gosto, mas pode pagar um personal stylist. Uma das mais novas profissões criadas no planeta, e que chegou ao Brasil há cerca de um ano, ajuda políticos, atores e pessoas públicas em geral, que geralmente têm muito dinheiro, mas que nem sempre sabem combinar o terno com a gravata ou a maquiagem com o vestido.
O personal stylist ensina quais são as grifes, cores e cortes mais apropriados ao estilo de vida e às ambições da pessoa em questão. O contrato normalmente inclui um passeio no shopping, onde o profissional indicará quais as melhores soluções para criar um visual perfeito.
Em casos mais extremos, personal stylist e cliente podem viajar juntos para algumas cidades do exterior, como Paris ou Nova York, onde irão encontrar uma grande variedade de grifes e opções para todos os estilos.
Em Curitiba, a assessoria pessoal de moda ainda dá seus primeiros passos. No Brasil, nomes consagrados do mundo fashion, como Constanza Pascolato e Fabiana Kherlakian, já atuam como personal stylists e assessoram pessoas famosas, como Débora Bloch e Cláudia Raia. O preço médio cobrado por uma hora de assessoria é R$ 100,00.
Para ser um bom personal stylist, o profissional deve estar sempre atualizado com as principais tendências de moda, viajar bastante, ser uma pessoa antenada com o mundo e ter amplo conhecimento do mercado fashion.
Quem explica é o carioca Rubem Cunha de Sousa, que trabalha com moda há três anos e atualmente mora em Curitiba. Ele afirma que os homens são mais acessíveis na hora de contratar um personal stylist, além de serem mais práticos e objetivos no momento das compras. ‘‘É muito mais difícil para a mulher admitir que precisa de ajuda para compôr seu visual’’, afirma.
Um de seus primeiros clientes em Curitiba, o arquiteto de interiores Ivan César Wodzinsky, acha que a contratação de um personal stylist é um investimento que vale a pena a longo prazo. ‘‘No começo, pode parecer caro, mas no final percebemos que se torna econômico.’’
Ele está sendo assessorado desde o ano passado e explica que a grande mudança que houve em seu guarda-roupas é em relação à qualidade . ‘‘Hoje sei que é melhor ter oito camisas básicas e de boa qualidade do que 20 razoáveis’’, afirmou.
O arquiteto comparou a profissão de personal stylist à sua. ‘‘As pessoas podem decorar as casas sozinhas, mas sabem que o resultado será melhor se contratarem um profissional’’, afirmou.
O personal stylist Rubem Sousa explicou que o seu trabalho pode incluir também sugestões de mudanças no cabelo, sapatos, acessórios e até mesmo na silhueta. ‘‘Se a pessoa estiver com alguns quilos a mais, por exemplo, e que estejam interferindo no bom caimento das roupas, eu posso sugerir que ela faça uma dieta.’’
Ele afirmou que tudo depende do que o cliente quer e de quanto pode gastar em seu novo visual. ‘‘Mas o fundamental é apostar em roupas que tenham qualidade de acabamento e que combinem entre si’’, completou.
Sousa viajará para Paris no próximo mês, onde pretende participar de cursos abertos de modelagem, estilismo e criação, na Escola de Moda de Paris (Esmod) e no Studio Berçot, onde o estilista brasileiro Ocimar Versolato estudou. Pretende continuar sendo um personal stylist em Paris, mesmo para brasileiros que possam estar passeando por lá.

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