Curitiba Um final de ano com cara de contemporâneo. Ar cosmopolita para homens e mulheres que enfrentaram 2002 com toda a seriedade e capacidade que lhes foram possíveis. Gente que está chegando a mais um Natal e réveillon com capacidade de discernimento o suficiente para saber que na hora de se produzir a palavra parcimônia é a mais indicada.
Para ajudar os leitores indecisos a escolherem uma roupa adequada para as festas que vêm aí, a Folha2 convidou alguns dos melhores profissionais da cidade para elaborar looks conceituais que podem ser usados em qualquer uma das ocasiões.
O produtor Crystyan Kishida, o fotógrafo de moda Daniel Ernest, a estilista de roupas femininas Iara Siviero e a equipe da loja Capoani Concert (uma espécie de Daslu masculina em Curitiba) mostraram como, com peças simples, dá para compor uma imagem descompromissada e chique.
Avessa a exageros, Iara é uma lenda da moda curitibana. Há anos trabalhando com as mulheres mais chiques da cidade, a estilista é bem clara nos rumos que toma para produzir suas coleções. ''Não gosto dessa moda que está por aí nas ruas. Sempre trabalhei mais com o conceitual. Claro que tenho uma preocupação com o comercial, mas sem me descuidar da imagem que a mulher vai passar quando está vestindo algo.''
Esse comportamento que tem há mais de dez anos trabalhando no mercado local fez de Iara uma consultora de moda de mulheres que têm poder aquisitivo, mas não sabem como usar suas peças caras. Muitas vezes comprando roupas caríssimas, algumas acabam não sabendo como usá-las. A ordem do momento, segundo Iara, e todas as pessoas do mundo que entendem de moda, é misturar bem o que se tem no guarda-roupa. Por exemplo: você compra um terninho Armani, mas só usa em ocasiões formais. Com o atual conceito de se aproveitar tudo que se tem em casa, este terno ganha cara nova usado com camiseta e tênis (grande pedida da cena moderna 2002 quase chegando a 2003).
E é por aí que essa reportagem foi montada. As peças femininas escolhidas foram três vestidos criados por Iara. Dois modelos iguais longos de seda podem ser usados tanto no Natal quanto no Reveillon. Uma leitura glamourosa de vestidos usados nos anos 30. O vermelho traduz o espírito de Natal, mas se a mulher quiser provocar, ela pode usar na virada do ano. Quem disse que é obrigatório o uso do branco na noite do dia 31 de dezembro? A época é mesmo de discordar de velhos conceitos e estabelecer seus próprios. Cada um com sua vontade.
As criações da estilista criam um ar de mulher poderosa. A modelo usa cabelo simples e pouca maquiagem, mostrando mais uma característica atual. Se colocar uma roupa muito chique, pegue leve no cabelo e na maquiagem. Deixe que a beleza da roupa e sua energia transpareçam mais. Não fique com cara de que você não é você.
Já para o universo masculino, a idéia é deixar tudo casual. Como muitos já passam o ano todo de terno e gravata, a irreverência básica do jeans, da camisa branca, e do casaco cinza (para prevenir-se das frentes frias, comuns nesta época) é tudo que um homem precisa para relaxar e curtir as festas. Mesmo que a ocasião seja formal, faça o que você estiver a fim. Afinal você trabalhou o ano todo para quê?

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