Nasser enriqueceu definitivamente no norte do Paraná. Depois de uma conversa com Assis Chateaubriand, o velho Chatô disse: ''quando há dependência econômica, o sujeito é um submisso''. Em outubro de 1953, pôs os pés em terra vermelha. O fundador da Folha de Londrina João Milanez conta no livro de Maklouf: ''Eu ajudei no que pude''. Nasser se animou com os cabarés da cidade, conhecendo as famosas casas da Selma, Hilda, Jô e Dagmar. Milanez disse à reportagem da Folha 2 que acompanhou David Nasser nas visitas à Jaguapitã, Centenário do Sul e Porecatu, juntamente com Ibrahim Abbudi Neto (falecido há um mês). ''Ele ficou mais na Selma (famoso rendez-vous de Londrina). O Nasser era calculista, mas tinha sensibilidade. Me lembro que era um estrupiado'', rememora. João Milanez o visitou algumas vezes no Rio de Janeiro. Nasser comprou a mansão do Alto da Boa Vista só porque tinha pés de café, numa homenagem ao Paraná.
Na matéria de O Cruzeiro ''Café e Grilo'' Nasser fertiliza os adjetivos com o progresso trazido pelo ouro verde. ''Roteiro de um repórter pelo norte do Paraná adentro, onde há cidades com arranha-céus, onde Londrina tem 9 mil veículos motorizados, 26 bancos, 80 escolas É a terceira cidade-cadilac do Brasil Lupionópolis, fundada há 5 anos, com 700 casas, trinta milhões de cafeeiros'', dizia a abertura da matéria. Milanez recorda que Nasser veio no encalço do bandido ''Centenário Bernardão'', escondido em Porecatu. Entre 1954 e 1957, Nasser adquiriu quatro fazendas no norte do Paraná, nas cidades de Itaguajé, Jardim Olinda, Paranacity e Lupionópolis. Uma das fazendas ele ganhou, conforme comprova a documentação no livro de Maklouf.
Nasser chegou a ser ''vice-prefeito honorário'' de Lupionópolis (105 km ao norte de Londrina). A família ainda possui uma fazenda produtiva na região. Recentemente, as terras sofreram invasão relâmpago por um grupo de sem-terra.

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