Com apenas 8 anos, a pequena Isabela Scarpin Contatto já coleciona muitas notas 10 no boletim de matemática. Há um ano estudando no método japonês Kumon de ensino da matemática, Isabela comemora o sucesso. ''As minhas amigas gostavam muito de fazer Kumon e pedi para minha mãe para fazer também. Minhas notas melhoraram muito'', comentou.
Animada com a metodologia, diariamente pega o bloquinho de tarefa e o relógio digital da mãe para conferir em quanto tempo demora para resolver os cálculos. Uma vez por semana, durante uma hora e meia, fica na unidade de ensino onde recebe as orientações sobre o conteúdo e confere o seu desempenho, que é reconhecido com a entrega de pequenos brindes, como canetas ou figurinhas. ''Eu adoro isso'', destacou Isabela, que agora está administrando melhor a própria mesada para comprar uma Barbie.
Sua mãe, a funcionária pública Denise Scarpin contou que além da filha melhorar nas notas, ela também está conquistando mais autonomia e concentração para o estudo. ''Ela é uma criança muito ativa e a forma como eles ensinam traz esses benefícios extras.''
Criado em 1954, no Japão, o método Kumon é aplicado atualmente em 44 países (97 mil alunos) e está comemorando 30 anos de atividades no Brasil. A primeira unidade instalada - em uma época que franchising ainda era uma palavra pouca praticada - foi em Londrina, trazida por Suzana Kabe, que soube do método através de um amigo que havia chegado do Japão. Hoje já são 13 unidades na cidade, com mais de 600 alunos matriculados. Além disso, o método promove o ensino de línguas: inglês, japonês e português.
O gerente da filial de Londrina, Ednaldo Ribeiro, salienta que o Kumon não substitui a escola, mas complementa o aprendizado, respeitando individualmente o desenvolvimento do aluno. ''O aluno gradativamente vai avançando nos módulos e muitos ficam adiantados ao conteúdo que estão vendo no ensino regular. Como partimos do que o aluno já sabe, ele vai ficando cada vez mais estimulado e satisfeito com o seu desempenho'', considerou.
Crianças a partir dos 3 anos podem estudar o método e em média o tempo de conclusão do curso é de quatro a seis anos. ''Trabalhamos conteúdos da pré-escola ao ensino superior, fundamentais para quem vai exercer profissões como Engenharia e Arquitetura. Jovens que estão se preparando para o vestibular também nos procuram muito, pois sabem o quanto as habilidades de cálculo e o raciocínio lógico são um diferencial'', acrescentou. (A.P.N.)

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