Com influências de soul, Pitty se arrisca mais
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Tathiana Mendes<br> Folhapress 
A maior parte dos fãs de Pitty, segundo a própria cantora, devia ter por volta de 16 anos quando ela lançou seu disco de estreia, ''Admirável Chip Novo'' (2003). Depois, veio ''Anacrônico'' (2005). E, quatro anos mais tarde, chega às lojas ''Chiaroscuro'' - nome em italiano para claro e escuro e referência a uma das técnicas de pintura de Leonardo da Vinci. O CD, com influências de soul e blues - sem deixar de lado o rock pauleira -, tem 11 faixas inéditas, sete assinadas por Pitty e quatro composições dela em parceria com os músicos que a acompanham. ''Me Adora'' já é sucesso nas rádios e na internet.
''É um disco cheio de referências, talvez a galera mais velha goste mais. Os mais novos não sei se vão entender, mas imagino que o público que gosta do meu trabalho também esteja mais adulto. Estou muito feliz com o resultado. Peço que as pessoas escutem com o fone de ouvido, pois tem um monte de detalhe, cerejinhas do bolo'', diz Pitty.
A roqueira baiana de 31 anos, namorada do baterista do NX Zero, Daniel Weskler, está em busca de novas sonoridades. ''Nesse trabalho, descobrimos novas formas de compor e outro jeito de fazer os instrumentos soarem. O disco tem referências como tango, faroeste e músicas dos anos 60'', fala.
Um dos destaques entre as faixas é a canção ''A Sombra'', inspirada em teorias de Carl Gustav Jung. ''O que me inspira são as coisas que leio, meus questionamentos. Todos os temas dizem respeito a autoconhecimento. Fiz análise e tenho muita curiosidade com o conceito junguiano. ''A Sombra' tem a ver com o conceito que ele desenvolveu: todo mundo tem um lado sombrio e é ensinado a negar isso, mas negar não vai fazer com que ele deixe de existir'', afirma.


