Com ele, até o presidente da República relaxa na entrevista
De onde surgiu esse tal Marcão Kareca que há dez anos raspou a cabeça e hoje é figura carimbada e até esperada nos eventos de Londrina? Pois bem, antes de entrar na televisão foi bancário e comerciante (dono de um pensionato). Mas, animadinho que era, passou também a ser uma espécie de promoter ao realizar festas nas horas vagas alguém de se lembra das Segundas Intenções, por exemplo, que aconteciam sempre às segundas-feiras, um dia em que até bocejo sai sem som? Foi aí que passei a ficar conhecido, diz.
E bota conhecido nisso. Em Londrina já entrevistou graúdos e miúdos, ou melhor, autoridades e até pretensas celebridades. Para Marcão, o importante é mostrar as pessoas que fazem algo ou alguma coisa interessante. Alguns até podem criticar seu estilo falastrão, porém uma coisa é certa: Marcão pode falar mais que o homem da mala e a mulher dos queijos, mas tem humor. E é isso que segura algumas entrevistas que têm tudo para o telespectador zapear em outros canais pois ele não conseguiu com seu jeitinho fazer o presidente Fernando Henrique Cardoso tirar a fantasia de homem sério e colocar uma camiseta para ser entrevistado?
Nesses cinco anos de apresentador, ele calcula ter realizado pelo menos 6 mil entrevistas. As mais memoráveis, entre outras, lista uma visita a uma loja maçônica; ou um papo com Tadashi Onodera, empresário do meio de comunicação e considerado o segundo homem mais rico do Japão; e Bill Gattes, aquele, sabe?! Sim, o senhor Marco Castri já foi longe, conheceu um tanto assim de países tudo a trabalho. Já não consigo viajar só por lazer, acabo sempre fazendo entrevistas, admite. Claro, por trás no bom sentido há uma boa produção. Entretanto, Marcão diz que nunca pagou mico numa entrevista. Pelo menos que ele se lembre. Sempre domino o assunto. Leio e me informo muito antes de entrevistar, principalmente em entrevistas técnicas, informa
Mesmo que Marcão vá, de fato, cantar em outro canto é Londrina que irá levar como referência. Eu me considero um grande garoto-propaganda de Londrina, diz com orgulho. Quanto ao Diploma que vai receber hoje, ele evoca a modéstia. Estou muito feliz, mas é uma responsabilidade porque existe muita gente boa como Picolino, Tia Lucy, Darci Machado, Siqueira Martins, Ricardo Spinosa, Oswaldo Militão, J.B.Faria, Mafalda Bongiovani, só para citar alguns, analisa.(A.M.J.)





