Com cara de que?
Com cara de que?
Precedida por uma das mais eficientes campanhas de marketing da imprensa brasileira - o cartunista Ziraldo falando do assunto durante três anos - a revista Bundas chegou às bancas com a promessa de ser O Pasquim dos novos tempos. Semanal, totalmente em cores, com cartuns e textos espalhados por 52 páginas, a impressão que se tem é que Bundas (sem trocadilho) ainda procura sua verdadeira cara e está bem longe de se parecer com o semanário carioca. A lembrança são seus colaboradores, quase todos participantes de O Pasquim.
A revista até ficou mais parecida com O Pif-Paf, editada por Millôr Fernandes antes de 1964 e que durou apenas 8 números até ser fechada pelo regime militar. O Pif-Paf já trazia os cartunistas que depois fizeram O Pasquim.
A semelhança com O Pasquim fica por conta do sucesso do primeiro número de Bundas, que teve esgotada sua tiragem de 100 mil exemplares. A tiragem extra de 50 mil também foi consumida por ávidos leitores.
A revista de humor - que tem o cartunista Jaguar como editor-chefe em trânsito ainda se concentra demais no trocadilhos com a revista de amenidades Caras. É caso de se perguntar se alguém - além do Ziraldo - se preocupa tanto assim com Caras. Para os próximos números Bundas promete mais novidades, entre elas a eleição do bundão da semana. Não faltará material para uma longa vida da revista, pelo menos neste caso. (Jota)





