‘‘Por onde a gente passa as pessoas vêm e fazem as mais variadas perguntas. É povo mesmo que vem e isso é muito bom. O que eu mais admiro na Fernanda é a personalidade dela, sem dúvida. Ela é persistente, decidida, paciente e tem uma grande inteligência. E me surpreende a todos os momentos. Quando ela estava montando ‘‘As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant’’, de Rainer Fassbinder, eu não havia assistido a nenhum ensaio. Fui à estréia e no fim da peça estava eu de boca aberta porque aquela mulher que esteve no palco não era a minha. Era outra, completamente diferente da minha mulher.
A Fernanda sempre me surpreendeu. Desde quando a gente começou a namorar. Só depois de três meses de namoro é que ela veio me dizer que não se chamava Fernanda, e sim, Arlete. Eu fiquei assustado, mas ainda prefiro Fernanda. Mas por via das dúvidas, quando a Fernandinha nasceu eu disse: vamos chamá-la de Fernanda; pelo menos uma Fernanda verdadeira nós teremos. O amor, no meu caso, tem uma dose de masoquismo. (F.F.)