A artista plástica Jenny Holzer nasceu no Estado de Ohio (EUA), em 1950, e iniciou sua carreira pintando temas abstratos. A princípio discretamente, passou a incluir frases em suas telas. Em poucos anos, as frases, escritas em novos suportes, deixaram de ser acessórios e tornaram-se a própria obra. São elas o conteúdo da série ‘‘Truisms’’, produzida entre 1977 e 1979 e veiculada em pôsteres que, na época, foram espalhados por Manhattan, em Nova York. Seguiram-se, nos anos 80, os ‘‘Inflammatory Essays’’ - inspirados em textos de Hitler, Lênin, Trotski e Mao Tsé-Tung - e as ‘‘Messages for the Public’’, colocadas no display do Times Square. Fachadas de prédios, marquises de cinemas, placares esportivos, cabines telefônicas, bancos de jardim e bolas de golfe são alguns dos lugares e objetos onde a artista já escreveu ou projetou suas mensagens-slogans. E é justamente uma das mais famosas dentre essas frases, ‘‘Protect me from what i want’’/ ‘‘Proteja-me do que eu quero’’ - utilizada pela primeira vez entre 1985 e 1986 no gigantesco painel eletrônico do Times Square - que dá nome à exposição que Holzer realiza no Rio de Janeiro.
A mostra, que estará aberta ao público até o dia 4 de julho no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), reúne as instalações ‘‘Lustmord’’ - cujo tema são os crimes cometidos contra as mulheres na Guerra da Bósnia -, ‘‘Mother and Child’’ e ‘‘Toaster’’. Porém, coerente com sua opção preferencial por grandes espaços públicos, no último fim de semana a artista programou projeções de seus aforismos sobre a encosta do morro da Urca, o Forte de Copacabana, as ilhas Cagarras, na pedra do Leme, no Arpoador e sobre o morro Dois irmãos.
Entretanto, não é preciso viajar ao Rio para conhecer a arte de Jenny Holzer e suas máximas provocativas: a artista também está na Internet, no site da Adaweb (http://www.adaweb.com/project/index.shtml), que traz a obra ‘‘Please Change Beliefs’’. Nela, o internauta encontra uma lista de frases criadas por Holzer e pode votar naquelas em que acredita ou mesmo modificá-las. Tanto os votos como as modificações feitas pelos visitantes são incorporados ao site. Holzer afirma que 50% das frases que as pessoas agregaram à obra aberta ‘‘Please Change Beliefs’’ são melhores do que as originais.

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