Com a Internet, viajar ficou mais fácil
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de agosto de 2000
Agência O Globo Do Rio 
Com a enxurrada de sites de turismo que surgiram na rede nos últimos tempos, o internauta deve andar se perguntando se não vale a pena trocar as agências físicas pelas virtuais. Afinal, a Internet oferece uma quantidade ilimitada de dados, e pesquisar preços é facílimo: o viajante bem conectado pode comparar preços e serviços, e encontrar uma enorme variedade de roteiros turísticos, culturais e gastronômicos. Na hora de comprar passagens e reservar hotéis, porém, é preciso prestar atenção. Por trás daqueles lindos sites, produzidíssimos, pode estar algo que não corresponde à sua expectativa.
O primeiro cuidado é saber onde, exatamente, você está entrando para planejar suas férias. Quem garante a qualidade do site? Uma boa dica é ir aos portais de turismo, que trabalham com equipes especializadas no ramo de viagens. Eduardo Noronha, gerente de novos negócios do portal Decolar.com.br, diz que firmou parceria com empresas que verificam e atestam a qualidade de serviços de hotéis, locadoras e restaurantes. Nossa grande preocupação é com a veracidade das informações sobre os produtos. Esta dever ser, também, a principal preocupação do internauta. Como o agendamento da viagem pela Web ainda é uma novidade, a consulta a fontes tradicionais ainda é fundamental, completa.
Segundo Luiz Fernando Vabo, diretor-comercial da Solid, empresa responsável pelo Reserve.com.br, apenas 2% dos clientes compram pacotes turísticos nas agências virtuais sem antes consultar os jornais. Corajosos, eles!
As facilidades da rede são inquestionáveis, mas é preciso garimpar bem os endereços atrás dos melhores valores e produtos. O Decolar, por exemplo, vende viagens promocionais e apresenta os itens pesquisados por ordem de preço, enquanto o Reserve oferece descontos em cima dos pacotes anunciados pelas operadoras nos jornais. Isso ajuda na comparação de custos, mas isso não significa que o internauta esteja vendo, na sua telinha, os produtos mais baratos. Muitas pechinchas encontradas nas agências convencionais não estão disponíveis on-line.
A exceção diz respeito aos viajantes que estão com o orçamento apertadíssimo leia-se mochileiros. Para eles, a melhor pedida é mesmo dar uma boa navegada, já que é raro encontrar informações sobre sobre albergues e acomodações do tipo bed and breakfast (B&B) nos portais.


