ReproduçãoA Costa Rica tem paisagens que estão entre as mais exuberantes do planeta e sua população conhece bem o sentido da preservaçãoLocalizada no sul da América Central, entre o Panamá e a Nicarágua, a Costa Rica tinha tudo para ser um lugar pouco atraente. Nada disso. Ainda pouco conhecido pelos brasileiros, o país ostenta riquezas naturais incríveis, que incluem até vulcões ativos. E, o que é melhor, sua gente alegre e festiva conhece muito bem o significado da palavra preservação. Tanto que grande parte do território costa-riquenho está protegido por reservas ou parques nacionais.
O clima quente é favorável às mais diversas formas de lazer, como surfar, caminhar, escalar, pescar ou, simplesmente, banhar-se nas águas mornas de praias com areias grossas e fartar-se de tranquilidade. A Costa Rica tem o privilégio de ser tocada por dois oceanos: o Atlântico e o Pacífico.
A marca registrada dos costa-riquenhos é o sorriso, e para perceber isso, basta um breve passeio pela capital San José, ponto de partida para a maioria dos roteiros. Na cidade não existem prédios altos e as casas são tão coloridas - geralmente pintadas de roxo, amarelo, azul e verde - quanto as roupas dos habitantes. Eles gostam mesmo de cores berrantes, e costumam misturá-las sem medo.
No começo, o estilo despojado pode provocar alguma estranheza, mas logo percebe-se que se encaixa perfeitamente ao ritmo dos costa-riquenhos. As roupas refletem a alegria do país. Entretanto, as mulheres não usam trajes curtos ou decotados e os homens dificilmente são vistos de bermudas.
San José A cidade de San José, de 90 mil habitantes, é bem agitada, principalmente à noite. O Pueblo Espa¤ol é um lugar bem interessante. É lá que se encontra a maioria das lojas, restaurantes, clubes noturnos e danceterias.
No Museu do Ouro do Banco Central, estão guardadas preciosidades da arte pré-colombiana. E no do Jade e no Nacional peças nativas e pré-hispânicas. Ainda na rota cultural, inclua uma visita ao Teatro de Ópera, construído especialmente para receber Adelina Patti, famosa soprano do século 19.
San José fica numa região montanhosa, vulcânica e fértil. Seus rios de correnteza forte são ideais para quem gosta de canoagem. O cenário mais bonito é a vista do Lago Arenal e seus vulcões.
Um passeio obrigatório é feito de trem, a partir de San José. A estrada de ferro foi construída graças à coragem dos negros antilhanos, que desbravaram a mata nativa, no século passado. Camponeses, comerciantes e turistas embarcam no trem da selva para um dos roteiros mais emocionantes, que corta o Siquirris, uma das maiores regiões produtoras de bananas do país, e vários rios.
A viagem permite um contato bem próximo com a exótica vegetação do país. O trem faz paradas em estações simples, porém muito bonitas e enfeitadas com todos os tipos de flores, outra forte característica do país. Crianças sorridentes oferecem aos passageiros buquês de flores do campo, quando não conseguem vender, geralmente, acabam dando de presente.
Ondas radicais O trem também leva à cidade portuária de Limón, no lado do Atlântico. É lá que mora a maior parte da população negra do país, é um dos lugares mais procurados por turistas e, principalmente, surfistas. A praia Bonita e a Portreta são bem frequentadas. Puerto Viejo e Salsa Brava, no entanto, representam verdadeiros paraísos para surfistas em busca de boas ondas, que podem atingir até quatro metros de altura. Não menos fantásticas são as praias de Isla Uvita, a 15 minutos de barco de Limón.
Na costa do Pacífico também há ótimas opções para os surfistas, como as praias de Punta Burrica e Pavones. Na região central, as praias próximas ao porto de Puntarenas são perfeitas. Ao norte, o destaque é Guanacaste e suas praias Negra e Langusta, onde as ondas são menores e o vento terral bate de maio a novembro.
Surfar na Costa Rica é programa satisfatório para veteranos e iniciantes, já que há uma infinidade de swells (pontos de ondulação), points (locais onde as ondas quebram), points de esquerda (quando a onda quebra para a esquerda), points de direita (quando quebra para a direita), beach breaks (ondas que rebentam na praia) e reef breaks (ondas que quebram em rochedos e recifes). O ideal é elaborar um roteiro, de acordo com o tempo disponível, para que se possa surfar em um maior número de praias.

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