Coletivo reúne apreciadores do bolachão
Criado na década de 40, o LP (abreviação de long play) era a principal forma do artista divulgar seu trabalho. Entretanto, com o forte aparecimento dos CDs no início dos anos 90, houve uma queda na produção, fazendo que as gravações neste formato seguissem até o final da década de 90. Outras mídias, principalmente o formato mp3, tornaram o vinil obsoleto de vez.
Mas, há jovens que tentam resgatar o lado afetivo da música dos LPs seja pela troca e venda, ou pela discotecagem. O coletivo "Na Agulha Discos", de Londrina, está presente em vários desses eventos, movimentando uma legião de apreciadores do bolachão. "Somos um coletivo que reúne-se em bares para tocar música de discos, falar sobre música, tendo a venda e troca de vinis como profissão, hobby, fonte de pesquisa e novas amizades. Meu estilo é mais de música brasileira, mas tenho outros estilo na lista", conta o músico Gustavo Veiga, de 25 anos, que tem mais 600 discos em seu acervo pessoal, que coleciona desde os 14 anos. Estes, segundo ele, não entram no rol de vendas; já as outras centenas de LPs são vendidos conforme tipo de prensagem, edição e raridade. "Virou moda comprar vinil, mas é uma moda boa. Quem começa quer aprender sobre os discos se encanta e dificilmente consegue parar." Junto com ele, a namorada Gabriela Wis auxilia na discotecagem enquanto expõem seus móveis, fabricados especialmente para guardar os discos. (M.T.)





