Os colecionadores pagaram 109 milhões de dólares por obras de arte impressionista e moderna, dos quais 73 milhões irão para a Unicef, durante um leilão terça-feira na Christie's, em Nova York, onde dois artistas, Fernand Léger e Joan Miró, estabeleceram recordes.
Inclusive a Christie's, que havia estimado o leilão em 83 milhões de dólares, declarou-se surpresa com os bons resultados da primeira grande noite dos arremates do outono (boreal), que concluem no final de novembro, com as vendas de arte latino-americana.
''Foi emocionante'', disse Christopher Burge, presidente honorário da Christie's nos Estados Unidos, encarregado do leilão, no qual das 64 obras oferecidas só 15 não conseguiram comprador.
A noite foi dedicada à venda de 25 pinturas e esculturas da coleção
Gaffé, que arrecadou US$ 73.325.770 em benefício da Unicef.
A coleção, avaliada em US$ 40 milhões, era propriedade de René Gaffé, um editor e empresário de perfumes, e após sua morte, em 1968, foi herdada por sua esposa, Jeanne, que antes de morrer outubro passado designou a Unicef como beneficiária da venda.
A estrela do leilão foi o quadro pós-cubista de Fernand Léger, ''The Motor'', avaliado pela Christie's entre US$ 4 e 6 milhões, e adquirido por US$ 16. 726.000 milhões, novo recorde para o pintor francês.
Também estrelas foram as telas do mestre espanhol Joan Miró (1893-1983): ''Portrait de Mme K'', estimada entre 4 e 6 milhões de dólares, vendida por 12. 650.000, um recorde para o artista. O quadro abstrato ''Paysage sur les bords du fleuve Amour'', avaliado entre 5 e 7 milhões de dólares, e arrematado por 11 milhões e ''Danseuse espagnole'', adquirido por 8.916.000.
Os colecionadores também brigaram por um pequeno quadro de Pablo Picasso, ''Etude pour Nu dans un forêt'' (1908), que foi propriedade de Gertrude Stein, adquirido por 6.166.000 dólares.
Um bronze executado por Picasso em 1909, ''Tête de Femme'', foi vendido por 4.956.000 dólares, o preço mais alto de uma escultura do artista espanhol.

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