A coleção Arte Cibernética do Itaú é considera uma das pioneiras na América Latina. Ela começou a ser formada em 1997 e essa mostra, que já passou por outras cinco capitais brasileiras, foi organizada pelo Núcleo de Inovação e Artes Visuais do instituto Itaú Cultural. A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, frisa que é uma "oportunidade ímpar de interagir com essa expressão artística contemporânea, resultante da desafiadora relação entre arte e novas mídias e tecnologias".
"Arte e tecnologia é o termo usado para descrever a arte relacionada com tecnologias surgidas a partir da segunda metade do século XX", define Marcos Cuzziol, gerente do Núcleo de Inovação do instituto Itaú. "Já o conceito de arte cibernética exige a interação constante entre observador e obra, ou mesmo entre partes diferentes da própria obra, para que o trabalho aconteça. Ambos, observador e obra, são interatores", completa.
"Levar uma parte desta coleção a uma renomada instituição brasileira, como o MON, estreita ainda mais a relação de parceria que mantemos há alguns anos e reforça a nossa vocação de ampliar cada vez mais o acesso do público a todos os tipos de arte", diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. "A relação entre tecnologia, cultura e arte é um dos grandes objetos de interesse do instituto, e é um tema que procuramos colocar para incentivar o público a refletir sobre ele." (A.D.C.)

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