''Viva La Vida or Death And All His Friends'', novo disco do Coldplay, liderou a lista de CDs mais vendidos no início do mês mas caiu nas semanas seguintes. Reflexo do próprio conteúdo que traz novamente um apelo alternativo mas ainda sem deixar de lado a faceta pop mais chata que norteou o grupo no trabalho anterior, ''X&Y'' (2005). Neste mais recente, a trupe de Chris Martin empolga, no entanto, perde força no decorrer das faixas.
Quando surgiu com o hit ''Yellow'', do álbum ''Parachutes'' (2000), o Coldplay apresentava veia pop com tendência para o rock alternativo e chegou a ser comparado com o Radiohead. Em ''A Rush of Blood to the Head'' (2002), a banda conseguiu ganhar uma identidade própria, especialmente devido ao talento dos vocais e do piano de Chris Martin, além de suas belas e melancólicas letras, como em ''In My Place''.
Em ''X&Y'', Martin assumiu de vez o ''pop engajado'' à la U2 e ganhou a antipatia até do fãs. Já em ''Viva La Vida'', as reflexões poéticas em forma de som estão de volta, em faixas etéreas como ''Life in Technicolor'' e ''Lost!'', com uma bateria de arranjos bem trabalhados e economia de vocais.
O tom melancólico deu lugar a levadas sacolejantes, presentes em ''Viva La Vida'' e ''Lovers In Japan'', que, em seus quase sete minutos de execução, mostra uma convergência de rock alternativo com a intenção pop, sem evidenciar para qual dos dois lados o grupo quer ir. O auge desse novo material está em ''Violent Hill'', com guitarras marcantes e melodia pegajosa, não à toa o primeiro single do disco.
- Coldplay - 'Viva La Vida or Death And All His Friends' custa R$ 25,90

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