Localizada a 2.570 metros acima do nível do mar, na pré-Cordilheira dos Andes, Cochabamba - a terceira maior cidade da Bolívia, com mais de 700 mil habitantes - espelha o contraste entre história e modernidade. Um bem preservado conjunto com mais de 20 igrejas centenárias convive com edifícios de vidro espelhado e arquitetura futurista. A cidade se espreme por um vale na Cordilheira de Tunari.
Mulher boliviana, em trajes típicos, carrega filho em tecido amarrado às costasEntre as igrejas, duas são de visita obrigatória. A primeira é a Catedral Metropolitana, construída no século 17 e que congrega os estilos barroco mestiço, neoclássico e neogótico. A outra é a Igreja e Convento de São Francisco, de 1581, cujo altar principal é banhado em ouro.
Outro marco da religiosidade do povo é a versão local do Cristo Redentor. Trata-se de uma estátua de concreto de 41 metros de altura que, em Cochabamba, recebeu o nome de Cristo da Concórdia. Foi instalada em 1991, na Colina de São Pedro, a 2.800 metros acima do nível do mar.
Torre da Catedral Metropolitana de Cochabamba, construída no século 17Devido à altitude - que provoca fadiga, mal estar e até dor de cabeça -, o visitante precisa subir sem pressa os mais de 100 degraus que separam o estacionamento de veículos do cume do monte. Em compensação, é brindado com uma completa vista da cidade e da cadeia de montanhas que a cercam. Nessa época do ano, o clima de Cochabamba é agradável. Faz calor durante o dia e, à noite, a temperatura cai para cerca de 15 graus.
Na área nobre da cidade está o Centro Cultural Simón Pati¤o. Construído entre 1912 e 1927, para abrigar a família do magnata que hoje dá nome à construção e que explorava as minas de estanho da região, o palacete guarda uma bem combinada mistura de estilos e materias trazidos de todas as partes do mundo.
Aspecto externo do palacete construído pelo magnata do estanho, Simón Pati¤o, hoje transformado em centro culturalSeus extensos jardins foram projetados por especialistas japoneses e imitam os existentes no Palácio de Versalhes, em Paris. Hoje, o local abriga uma biblioteca com 70 mil volumes, além de sediar cursos e apresentações de música e teatro.
Num raio de aproximadamente 150 quilômetros a partir do centro de Cochabamba, o turista pode conhecer mais de uma dezena de povoados históricos, entre os quais se destacam Totora, Pocona e Toro Toro. Os dois primeiros abrigam ruínas do período inca. Em Totora, também é possível assistir a corridas de touros e brigas de galos.
Na planície de Toro Toro encontram-se, calcificadas, pegadas de dinossauros, que viveram na região há 150 milhões de anos. Há também pinturas rupestres sobre pedras e um grande número de cavernas.

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