Clube quer integrar todo o Estado
O Clube dos Compositores de Curitiba começou há sete anos. A necessidade de expansão possibilitou que atingisse todo o Estado, com a criação da Associção dos Compositores do Paraná. Essa mudança tem como principal objetivo, o cadastro de todos os compositores que atuam no Estado. Há hipóteses que sejam mais de 2 mil, mas os dados não são confiáveis.
As primeiras reuniões informais ocorriam no antigo bar London Pub, no Largo da Ordem. Às segundas-feiras, quando os bares estavam fechados, os compositores reuniam-se para discutir assuntos imediatos e promoviam uma rodada musical. Nessa hora, cada compositor, munidos do seu instrumento, mostrava aos outros, o que estava compondo.
Houve épocas de haver mais de 50 compositores reunidos e com disposição bastante para brigar por espaços. Nesse tempo, entre 1994, 95 e 96, fizemos parcerias com a Fundação Cultural de Curitiba. Nossa sede foi transferida para o Teatro do Paiol e lá realizávamos dois shows: 2 no Palco e Pinhão. Mas em 1996, de repende, acabou o dinheiro da FCC e ficamos sem sede. De uma hora para outra levamos um banho de água fria, conta Iso Fischer. Havia ainda o projeto Feira do Compositor, aos domingos, no Largo da Ordem e outro no Teatro Bamerindus, chamado Santo de Casa.
O clube funcionava para os sócios como um espaço de incentivo, provocações e troca de dicas e experiências. Foram formadas grandes parcerias e houve uma imensa proliferação de gravações: Iso Fischer e Hilton Barcelos; Oswaldo Rios e Luciano Rosa, só para citar uns. Cerca de 30 CDs foram gravados nessa época e isso deu grande motivação aos compositores. Quase todos esses CDs foram patrocinados por intermédio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Mas o clube, sem sede e sem dinheiro, esfriou durante muito tempo. Os compositores apenas mantiveram a associação como pessoa jurídica, uma vez que os projetos estavam amarrados às parcerias. As atuações se concentraram apenas com representações na área musical.
Em Curitiba não havia e ainda não há a cultura do cachê. Ninguém gosta de pagar para ouvir gente daqui. Em geral, os músicos recebem cerca de R$ 4,00 por clientes dos bares. Outro agravante é que os músicos têm de levar equipamentos próprios. Os compositores paranaenses não têm local próprio para mostrar suas composições de forma mais frequente e constante, confere o compositor Raymundo Rolim.
Até que em 2000 houve necessidade de uma nova eleição e a oportunidade de se discutir sobre o futuro da associação. A decepção de nenhum compositor do Sul ter sido classificado para o Festival de Música, da Rede Globo, funcionou como uma provocação para que os músicos retomassem.
Houve também um outro acontecimento que provocou a retomada da associação. O 1º Festival de Música do Estação Plaza Show, no ano passado, que premiou o compositor Raymundo Rolim. Quando acabou o festival, vi o pessoal todo se dissipando. Resolvi, então, ir atrás de todos novamente e promover um encontro. Deu um trabalhão mas o resultado foi excelente. No dia 7 de setembro, dia do compositor, houve uma reunião no Clube Vasco da Gama e retomamos os encontros, recorda Rolim.
Agora, a diretoria está promovendo uma recontagem dos compositores de todo o Estado. Para isso, dispõe do site www.acep.cjb.net, da Caixa Postal nº 439 CEP 80011-970, ou ainda do endereço da TV Educativa, Rua Cruz Machado, 66 sala 431, em Curitiba, onde reúnem-se atualmente. A sugestão é que os compositores também enviem seus CDs para a Associação fazer um arquivo e possa divulgar melhor a produção do interior. Além disso, a associação elabora um projeto para instalar regionais.(E.M.C.)





