Clube da Luluzinha
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Anna Bittencourt<br>TV Press 
Ao longo dos anos, o GNT se especializou em focar no público feminino. De dramaturgia à culinária, passando por entretenimento voltado à beleza e ao comportamento, o canal da Globosat se estabeleceu nesse nicho. Talvez por isso e também por fazer parte do elenco atual do "Saia Justa" tenha sido fácil para Mônica Martelli implementar a versão televisiva de "Os Homens São de Marte... E é Pra Lá Que Eu Vou", que estreia amanhã.
A franquia começou no teatro e, após quase uma década em cartaz, foi para o cinema, onde arrastou quase 2 milhões de espectadores. Para adaptar o formato à tevê, a série contou com algumas adaptações. Fernanda, protagonista e alter ego de Mônica, após passar por um divórcio, está, novamente, à procura de novos relacionamentos. "Quero falar de temas que não foram abordados na peça e no filme. Os produtos são completamente diferentes", defende a atriz.
Em coprodução com a Zola Entretenimento, "Os Homens São de Marte... E é Pra Lá Que Eu Vou" tem 13 episódios de 30 minutos. Mesmo ainda gravando cenas, uma segunda temporada já é sonhada por Mônica e cogitada pelo canal.
Ao lado de Júlia Rabello, que interpreta a melhor amiga Nathalie, e Luis Salém, que dá vida ao sócio Aníbal, a história é gravada no Rio de Janeiro. "Utilizamos basicamente três locações e fazemos muitas externas", conta Ives Rosenfeld, que divide a direção com Paulo Freire. O principal local de encontro dos personagens centrais é a produtora de Fernanda e Aníbal.
Com direção de arte de Rafael Ronconi, as locações foram minuciosamente decoradas. Além de Júlia e Salém, Herson Capri e Carmo Dalla Vecchia também estarão na série. "Herson faz o ex-marido problemático e Carmo vem como uma nova possibilidade de amor", adianta Mônica.
O ponto de partida da série é quando Fernanda assina o divórcio com Tom, que já está namorando uma mulher bem mais jovem. Desorientada com a nova realidade, ela começa a propor mudanças em sua produtora para sair da rotina. É quando chega Cláudio, papel de Carmo, que mexe com toda a rotina e perspectivas da romântica incorrigível.
Com personagens já existentes no filme homônimo, Júlia Rabello, integrante do canal "web" "Porta dos Fundos", e Luís Salém preferiram não assistir às cenas de Dani Valente e Paulo Gustavo, responsáveis por seus papéis na telona. "Até fiz uma participação especial no cinema. Mas preferi não ver antes para ter a minha Nathalie", ressalta Júlia. Para Salém, o motivo de não assistir é uma diferença entre o momento dos personagens. "Agora, Aníbal está mais maduro, casado. Tudo bem que é um relacionamento desgastado, mas é um relacionamento", brinca ele, que está radiante com a possibilidade de interpretar esse tipo. "Sorte a minha que Paulo Gustavo é contratado do Multishow", diverte-se.
O roteiro fica por conta de Susana Garcia, irmã de Mônica, que também é responsável pela direção geral da série. No entanto, como os personagens já estão muito bem desenhados, Pedro Freire e Ives Rosenfeld dividem a direção no set. "Estamos sempre juntos durante as gravações. Dividimos algumas cenas, fazemos algumas juntos. Vamos caminhando assim", explica Pedro.
Na hora de adaptar a linguagem do teatro e cinema para tevê, a dupla garante que a mudança estrutural no roteiro é a principal diferença entre as produções. "O que mais muda para a direção é que temos mais espaço para novos ambientes, personagens e tramas. A história não fica só em cima da Fernanda", compara Rosenfeld.
Serviço:
"Os Homens São de Marte... E é Pra Lá Que Eu Vou" Estreia amanhã, às 22h30, no GNT


