Clown traz lirismo ao Festival
DivulgaçãoMoshe Cohen em cena: nos meus shows trabalho com os sentimentos, com o coração e com a simplicidadeClown traz lirismo ao Festival
Moshe Cohen contrapõe ritmos acelerados com a delicadeza dos gestos em espetáculo que estréia hoje no Filo
Elisa Marilia Carneiro
A linguagem lírica através de gestos e expressões é a essência do trabalho de clown do norte-americano Moshe Cohen. A estréia, no Filo, acontece hoje, no Teatro Zaqueu de Melo, às 19 horas, com o espetáculo Mr. YooWho.
Segundo Moshe, a característica forte do espetáculo é a sensibilidade captada por ele, em outras técnicas e estilos de manifestações artistas. Entre elas, Cohen cita o bailarino japonês Kazuo Ohno, de 80 anos, com quem estudou dança oriental. Nos meus shows trabalho com os sentimentos, com o coração e com a simplicidade, onde o riso é o principal aspecto, define.
O ritmo acelerado da rua contrapõe com a delicadeza dos gestos do clown. A base estética é feita com malabares, sacos plásticos e caixas. As cores e o ritmo formam a pintura dos quadros.
Trabalhando com esses objetos, Cohen evoca o riso por intermédio da música e da celebração da vida. Sem usar maquiagem, o palhaço apresenta-se com chapéus, bengala e gravata borboleta. Nada significa nada. O humor é universal. Cada um interpreta como quer. Os sentimentos que vêm à tona são os mais diversos, reconhece.
Em Londrina, Moshe apresenta três shows em teatro e um na rua. São similares. A diferença é que na rua não há paredes e a energia é mais movimentada. Nas salas, o tempo é outro, Tudo é mais quieto. As pessoas são mais preparadas e não tão espontâneas como na rua.
Outra experiência que Cohen vem agregando ao seu repertório é o trabalho voluntário em áreas de conflito. Como parte da associação Palhaços sem fronteiras, Cohen apresentou-se na Croácia, Bósnia, Ruanda e Albânia. Desde 1995 palhaços de todo mundo já participaram de mais de 90 expedições, num trabalho idealizado pelo espanhol Tortell Poltrona. Os benefícios que proporcionamos à população são evidente e imediatos.
De Brasil, Moshe conhece São José do Rio Preto, onde esteve no ano passado participando do encontro Anjos do Picadeiro II. Desta vez, ele pretende conhecer o Rio de Janeiro. e talvez passe uns dias em São Paulo.
Mas de mundo, sua vivência é grande. Estudou no Canadá, México, Paris e Japão. É interessante por que no início, quando começei a me apresentar, não tinha treinamento algum. As pessoas riam e ou pensava: sou engraçado. Começei a estudar e mostrar que é bom rir, ser simples e puro para viver bem.





