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PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de setembro de 2006
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Você sabe quando um dia ou um acontecimento ganhou reconhecimento internacional quando o tema em questão ganha um dia específico para ser homenageado ou comemorado. Pois agora os blogs entraram para essa esfera. No último dia 31 de agosto foi comemorado o Blog Day, o Dia Internacional do Blogs e Blogueiros. Nessa data, bloggers de todo o mundo fizeram um post recomendando a visita a novos endereços, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio diário virtual. Navegar pelos blogs conhecidos nesse dia foi também uma maneira dos leitores descobrirem endereços desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.
O cria-minha.blogger.com.br, da jornalista Fernanda Castro, aderiu a campanha e indicou alguns endereços que valem ser conferidos, como o gavea.blogspot.com, um blog com dicas sobre livros e literatura brasileira; www.afeminista.zip.net, escrito por Marina W, que delicia o leitor com textos bem-humorados e o www.chocolog.zip.net com indicações de poesia e eventos culturais. Todos eles dão dicas que não são locais, então, blogueiros do mundo todo podem conferir.
O Blog Day também foi um convite à reflexão sobre a privacidade na rede. Recentemente a jornalista Rosane Hermann foi vítima de um caso aviltante. Um ''colega'' jornalista, colunista de um jornal catarinense, publicou durante dois anos textos semelhantes ou exatamente iguais aos post de Rosane do blog queridoleitor.zip.net, que ela mantém desde 2003.
Em um post sobre o tema, a jornalista relata sua indignação: ''O difícil não é acreditar, mas compreender. O colunista recebeu via e-mail, dúzias e dúzias de textos enviados por uma mesma leitora, durante mais de um ano e nunca questionou quem seria o autor de tudo aquilo. Os textos que ele assinava não eram seus, tampouco eram da remetente. O colunista imaginou que todos aqueles textos eram simplesmente anônimos, de origem desconhecida. Textos que surgem, do nada, por geração espontânea. Textos que sistematicamente chegam de lugar nenhum, escrito por ninguém. E em primeira pessoa. Isso sim é ghost writer, autor fantasma. Mas tudo bem, ele admite que errou ao não pesquisar, como ele colocou, a origem dos mesmos.''
Ela continua: ''Não desejo ao colunista nenhum mal, sou contra o linchamento público. Mas contra fatos não há argumentos. E o fato é que durante muito tempo ele publicou textos meus em sua coluna, como se dele fossem. Assinou seu nome como autor do que eu escrevi. Ele recebeu por um trabalho que eu fiz. Criou-se um débito. Não é uma questão de fé, mas de nexo. Nem um caso pessoal, mas profissional''. Mais um motivo para se ampliar a discussão dos direitos autorais na rede e como garanti-los.


