Curitiba - Que a cultura brasileira é pautada por uma criatividade ímpar ninguém duvida. Que essa mesma arte tem uma grande demanda comercial também não. Mas entre um conceito e outro aparecem alguns problemas, como a distribuição e o próprio mercado. Um setor que muitas vezes superfatura uma obra, que chega ao cliente por um preço infinitamente maior do que o artista ou artesão ganha por ela. Para fazer uma ponte entre o artista e o consumidor final, a artista plástica Adriane Pasa e a estudante de arte Cínthia Alcântara decidiram montar um site comercial, mas com uma proposta diferenciada: reunir na internet um acervo de artistas, obras e artesanato brasileiro que podem ser acessadas e adquiridas no mundo todo.
A idéia surgiu há dois anos, quando Cínthia desembarcou em Curitiba depois de uma temporada na Inglaterra. Foi em Londres que ela viu uma proposta semelhante e propôs a Adriane uma iniciativa parecida no Brasil. O site obraaberta.com.br começou a ser desenhado nessa época, até sair do papel para a rede há cerca de um ano. A proposta é a seguinte: reunir um acervo de obras de artistas de todo o Brasil e não apenas do Paraná, berço do site, e comercializar esse material em vários países.
''Não funciona como uma galeria. As obras passam por um critério de seleção antes de serem divulgadas no site'', conta Adriane. Além das duas sócias, fazem parte do conselho curador outras três pessoas, um crítico de arte, um professor e um artista plástico, dos quais Adriane prefere não divulgar os nomes. ''Nossa proposta é vender principalmente para o exterior, por isso fizemos uma pesquisa sobre o que os estrangeiros esperam da cultura brasileira'', explica. A pesquisa fez com que o artesanato também entrasse no site.
Atualmente existe quase uma centena de obras à venda, entre gravuras, pinturas, objetos e esculturas, para citar algumas. Alguns tópicos ainda não tem acervo, como escultura, porque as obras ainda estão sendo selecionadas, conforme conta Adriane. Para participar o artista deve mandar um currículo e fotos das obras. ''Damos preferência a quem tem formação em arte, seja autodidata ou não'', revela. Para integrar o cadastro não é preciso pagar uma taxa, mas aceitar algumas questões contratuais. Uma delas indica que o artista pode fazer o seu preço pela obra. O excedente fica com o site. Para participar, basta acessar o endereço eletrônico e mandar um e-mail solicitando informações.
Para comprar as obras, o processo funciona como um e-commerce comum, com as opções de pagamento com cartão de crédito e boleto bancário. ''É bastante seguro, mas para quem teme a transação, é só imprimir o boleto bancário'', garante Adriane. O site recebe novas propostas a cada dia e a meta é ter um acervo de obras de todo o Brasil.

Serviço:
- Acesse www.obraaberta.com.br

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