Clima de mistério é permanente em O Espião que Sabia Demais
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Ana Paula Campos <br> Folhapress 
São Paulo - Baseado na obra do mestre em espionagem John le Carré, ''O Espião que Sabia Demais'' tem como pano de fundo a Guerra Fria. John Hurt interpreta Control, o chefe do serviço de inteligência britânico que desconfia da presença de um agente duplo entre os seus homens de confiança.
George Smiley (Gary Oldman), Percy Alleline (Toby Jones), Toby Esterhase (David Dencik), Bill Haydon (Colin Firth) e Roy Bland (Ciarán Hinds) são confrontados com essa hipótese durante uma reunião. Nela, Control anuncia o afastamento de Smiley, que, entre sinais discretos, demonstra surpresa diante da decisão.
Mas ele é surpreendido novamente ao ser encarregado de uma nova missão: identificar o espião entre os restantes, com a vantagem de observá-los à distância. O suspense não dá trégua durante o filme, e a sintonia entre elenco, fotografia e trilha sonora é afiada.
Porém, a sutileza com a qual são conduzidos os flashbacks, a grande lista de personagens e a predominância de insinuações têm efeito ambíguo. Podem ser considerados o trunfo do filme ou ingredientes fatais à compreensão do público.
Quem assumiu a tarefa de dirigir o thriller e comprimir 360 páginas em 127 minutos foi o diretor Tomas Alfredson.
O escritor John le Carré, além de fazer uma ponta no longa, assina a produção executiva. A propriedade com que o escritor conduz suas narrativas de espionagem vem da própria experiência no serviço secreto inglês, entre 1959 e 1964.


