Você pode estar registrado nessa coleção de clicks. Isso caso tenha dado as caras em shows de rock ou campeonatos de skate realizados nos últimos quatro ou cinco anos em Londrina.
O ensaio reúne 27 fotos tendo o underground como tema. O encarte acompanha o texto ‘‘A Visão Fotográfica’’, um calhamaço teórico produzido na UEL como trabalho de conclusão de curso (TCC) da estudante de Comunicação Karina Yamada.
Apresentado na banca acadêmica na última quarta-feira, o trabalho se propõe a discutir o significado da fotografia e o papel por ela desempenhado na sociedade contemporânea. Karina conta que, simultaneamente ao lado árido de colocar as idéias no papel apoiada em livros de autores como Umberto Eco e Roland Barthes, saiu a campo com uma câmera na mão com o objetivo de ‘‘ilustrar alguns pontos levantados no texto’’.
Códigos O resultado foi uma curiosa coleção de flagrantes da cena alternativa local, que ela intitulou de Tribos Urbanas: a cena alternativa em Londrina. ‘‘Não tive a pretensão de fazer um documento completo do underground. Procurei mostrar apenas fragmentos dele’’ - diz ela. Entre as fotos selecionadas, muitas deixam os personagens de lado em detrimento de detalhes que os identificam como tranças de cabelos e peças do vestuário.
Karina explica que ‘‘os punks, skatistas, rappers e as bandas de rock são extremamente visuais’’. ‘‘Os gestos, as roupas, os cabelos, os modos de se movimentarem em grupos são códigos que fazem com que eles se reconheçam e ao mesmo tempo se diferenciem do resto da população. Através desses códigos você sabe mais ou menos como eles pensam, o tipo de som que ouvem e a que grupo pertencem’’ - conclui.
Cheque as fotos reproduzidas nesta página e veja se ela tem razão.

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