Cláudio Nucci lança novo CD e relembra antigos sucessos
São Paulo, 08 (AE) - Dono de uma das mais belas vozes da música brasileira, Cláudio Nucci lança novo, belíssimo como sempre, disco-solo. "Casa da Lua Cheia" é mais um disco independente, possível graças ao apoio de um hospital e da Rioarte. A produção é do próprio Nucci e de Sérgio Oliveira. Informações sob como obter o CD podem ser obtidas pelo escritório de divulgação do cantor e compositor. Use o e-mail [email protected]. Embora seja dono de uma das mais belas vozes da música brasileira, não custa repetir, Cláudio Nucci está há muitos anos sem gravadora. Seu último trabalho, premiado, foi também independente, um projeto temático (Ê, Boi) que acabou virando brinde de um órgão do governo mineiro, há três anos.
"Em Casa da Lua Cheia", o fundador e ex-integrante do quarteto Boca Livre conta com participação especial de admiradores: o violonista Paulo Belinatti, autor da maior parte dos arranjos; o compositor e violonista Guinga, que fez o arranjo e tocou o violão de "Meu Silêncio", de Cláudio Nucci e Luiz Fernando Gonçalves ("Velho companheiro/ Que saudade de você/ Onde está você/ Choro nesse canto/ A tua ausência..."); o percussionista Marcos Suzano; o violonista Torcuato Mariano; o contrabaixista Jorge Hélder; os cantores Nilson Chaves, Vital Lima e Eudes Fraga - e mais uma coleção de nomes importantes, garantias de bom-gosto e beleza.
Cláudio Nucci quis fazer um disco autoral. Recolheu alguns de seus sucessos de outros tempos, como "Sapato Velho" (com Mu Carvalho e Paulinho Tapajós), a citada canção "Meu Silêncio", a linda "Toada" (com Juca Filho e Zé Renato, que virou marca registrada do Boca Livre). A esses juntou músicas novas: parcerias com Murilo Antunes (A Porca Torce o Rabo no Forrobodó, Baião Levado, Toca pra Ver) e Paulo César Pinheiro (Choro Nordestino, Casa da Lua Cheia). Reencontrou o poeta Cacaso, na poesia minimalista de "Mar de Mineiro" (um belo arranjo, com vozes e violões de Cláudio e percussão de Marcos Suzano). Visitou outros autores.
Duas das visitas são especialmente memoráveis: a feita à parceria de Dori Caymmi e Jorge Amado, para a novela "Gabriela" (Alegre Menina), e a feita à lindíssima canção "Voz", de Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro: "Abençoada a voz do ser que canta/ (...) Por causa dela um povo se levanta". (M.D.)





