Clássicos eruditos e populares
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de junho de 1998
Zeca Corrêa Leite 
A discussão que começou tão recentemente entre nós sobre a fusão do erudito e popular é coisa assentada para os americanos. Nenhuma ousadia, portanto, juntar num mesmo programa Haydn e Irving Berlin, como farão esta noite (quarta-feira) no grande auditório do Teatro Guaíra, os 55 cantores do Horace Mann Glee Club, acompanhados por um conjunto instrumental.
Eles estudam na Horace Mann, escola particular de Nova York, que divide seu currículo entre o ensino tradicional com a formação musical. Os alunos participam de grupos instrumentais e vocais, conjuntos de jazz e orquestra.
O concerto traz na primeira parte Magnificat, de Vivaldi, Trio nº 1 em Sol Maior e a Missa in Honorem Sancti Nicolai, de Haydn. Na segunda, obras de Tartini, Fauré (Cantique de Jean Racine, Ave Maria), Schubert (O Senhor é o Meu Pastor), Rosa Amarela, de Villa-Lobos, Gershwin (Someone to Watch Over Me e Fascination Rhythm), Irving Berlin (Puttinon the Ritz) além de outras canções americanas.
A regência fica por conta do maestro Johannes Somary, que tem em seu currículo mais de 50 gravações. Foi regente de importantes orquestras como a English Chamber Orchestra, a New Chamber Orchestra, a New Orleans Symphony e a London Royal Philharmonic.
Em 1992 o Horace Mann Glee Club foi indicado para o Grammy, numa época em que já tinha sua fama consolidada. A primeira turnê internacional do grupo foi em 1974, quando viajou para a Romênia. As outras sucederam-se naturalmente - para a Inglaterra, Israel, Grécia, Holanda, Suíça, Itália, Polônia, Hungria, França, Irlanda.


