O próximo dia 18 de setembro marca os 40 anos da morte de Jimi Hendrix. Os bônus que acompanham a reedição de quatro de seus álbuns (incluindo os únicos três que lançou enquanto estava vivo) mostram que ainda há coisa nova para se saber sobre o genial guitarrista.
''Are You Experienced'' e ''Axis: Bold as Love'' (ambos de 1967) e ''Electric Ladyland'' (1968) são os três primeiros álbuns mais poderosos de qualquer discografia roqueira da história.
Hendrix pegou o blues, jogou rock em cima, usando distorção e microfonia. Popularizou pedais, abusou dos agudos (o rock até então tinha uma sonoridade grave) e virou um mito da guitarra.
Esses três discos foram produzidos no período em que o americano Hendrix sacudiu Londres em shows arrebatadores pelas casas noturnas da cidade. Entre os arrebatados estavam Beatles, Stones, The Who, Clapton...
''The First Rays of the New Rising Sun'', o outro CD do pacote, é o que poderia ter sido o quarto álbum de Hendrix. Com gravações feitas entre março de 1968 e agosto de 1970, só saiu em 1997, depois de anos de batalha da família Hendrix pelo material.
É brilhante, mas falta uma unidade que certamente o artista injetaria na edição final. Hendrix foi um dos precursores do chamado disco conceitual, onde o conjunto das faixas passa uma mesma ideia.
Cada DVD traz depoimentos sobre a gravação daquele álbum. Quem conduz é Eddie Kramer, engenheiro de som de quase todas as gravações do guitarrista.
O baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell, parceiros no trio Jimi Hendrix Experience, falam dos três álbuns que fizeram juntos, mas Kramer é o centro das atenções nos DVDs. Ele dá entrevista numa mesa de som e, quando fala de uma canção, separa pistas e mostra só o som da guitarra, detalhando ideias que Hendrix perseguia na música. Coisa de gênio.

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