CLÁSSICO LITERÁRIO - O estranho mundo de Alice
Criador de um universo visual próprio, único, Tim Burton é um dos raros diretores da atualidade que tem fãs realmente fiéis espalhados mundo afora. Ao mesmo tempo, goza de prestígio também entre a crítica de arte, como comprovou uma exposição organizada, no ano passado, pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, que apresentou mais de 700 peças usadas em seus filmes. Foi a maior mostra da instituição dedicada à obra de um cineasta.
Essa legião de admiradores só tende a aumentar com Alice no País das Maravilhas, em cartaz nos Estados Unidos e na Europa desde março. A produção dos estúdios Disney já é o maior sucesso comercial de sua carreira e agora chega ao mercado latino, com estreia marcada para sexta-feira no Brasil. Na esteira de Avatar, o longa ainda tem como atrativo a versão em 3D digital das 400 cópias distribuídas no País, 126 são no formato tridimensional.
Especialista em releituras, Burton tinha como desafio oferecer uma interpretação nova e interessante para uma obra que já ganhou mais de 20 versões só para o cinema. A solução foi condensar, num único script, dois livros de Lewis Carroll: Aventuras de Alice no País das Maravilhas (1865) e Através do Espelho e o que Alice Encontrou por Lá (1872). A tarefa ficou a cargo da roteirista Linda Woolverton (de A Bela e a Fera e O Rei Leão), que optou por mostrar a personagem-título um pouco mais velha, prestes a completar 20 anos.
No filme, insegura por conta de um pedido de casamento, Alice foge da própria festa de noivado e acaba indo parar em um mundo fantástico onde tem que enfrentar perigos e descobrir sua identidade
Foi um escritor e um matemático britânico que ficou mundialmente famoso por ser o autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





