Por essa nem a secretária de Cultura, Monica Rischbieter, esperava. No encontro promovido por sua pasta com a classe artística, para uma avaliação do controvertido programa Conta Cultura, na terça-feira, o que se viu e ouviu foi uma enxurrada de elogios.
Porém, como a lei surgiu no início do ano e vinha sendo criticada por algumas vozes da classe artística, que apontavam distorções para ser aprimoradas, Monica Rischbieter concordou com os críticos: ''É um mecanismo novo, precisamos rever alguns pontos''.
Entre esses pontos a serem repensados estão a possibilidade se reapresentar projetos que não foram indicados, estabelecer um teto máximo estabelecido por área, incentivar no mínimo 70% do total de cada projeto, exigir-se uma contrapartida social e acompanhar a execução dos trabalhos incentivados. Outra sugestão é a de que qualquer pessoa possa indicar mudanças no regulamento o prazo para se enviar à Secretaria seria até 15 de dezembro.
A reunião durou toda a tarde. Lá estiveram mais de 30 pessoas, entre agentes culturais, artistas, empresários e representantes das regionais espalhadas pelo interior e dos fóruns de Cultura do Estado.
O produtor Álvaro Colaço, que trabalha especialmente com música erudita e quando envereda na música popular, mexe com nomes como Monica Salmaso, Guinga, Ná Ozzetti, Uakti afirmou que sem o apoio do Conta Cultura seria impossível trazer o pianista Nelson Freire ''para fazer apresentações a preços populares''. É uma de suas próximas atrações.
Cláudio Iovanovitchi, da União Romani, conhecido por suas críticas afiadas, disse que ''sem dúvida é a forma mais democrática de dividir o bolo'', enquanto Luiz Varini, representante da Regional 14, aplaudiu a oportunidade dada aos pequenos municípios de se inteirarem do funcionamento da Lei Rouanet. Até então ela era como uma entidade acessível apenas aos grandes centros.

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