O fagote é constituído por um longo tubo cônico de madeira de cerca de 2,5 metros, dobrado sobre si mesmo. Segundo o professor Elione Medeiros, o timbre peculiar do instrumento o torna usável tanto em solos líricos, dramáticos, como no ''Bolero de Ravel'', e também em trechos cômicos, como na famosa obra de Prokofiev, ''Pedro e o Lobo''. Sua agilidade permite que toque passagens como a famosa linha corrida (dobrada pelas violas e cellos) na abertura de ''As Bodas de Figaro'', de Wolfgang Amadeus Mozart.
O oboé é considerado um dos instrumentos de sopro de técnica mais difícil (requer a respiração diafragmática). A origem do nome é francesa - hau bois - que significa madeira alta, devido ao seu registro agudo. Os oboés foram incorporados à orquestra em meados do século XVII, quando desfrutou de grande popularidade entre compositores como Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach, Alessandro Marcello, Georg Friedrich Hendel, Wolfgang Amadeus Mozart, Robert Schumann, Richard Strauss, do período barroco. De acordo com o professor José Medeiros, o Bobó, o oboé é o responsável por dar a nota de referência para que todos os integrantes da orquestra afinem seus instrumentos. ''Os estudos básicos levam, em média, cinco anos. Para entrar em um grupo sinfônico o oboísta prepara-se por cerca de 10 anos'', afirma.
Quem toca o clarinete é chamado de clarinetista. Além do erudito, o instrumento é utilizado em vários estilos musicais, tais como jazz, blues e choro. Segundo o professor André Ehrlich, o clarinete possui um timbre quente e flexível e vem se popularizando ao ser tocado em bandas sinfônicas e fanfarras, principalmente no Paraná.(C.V.)

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