Cirque du Soleil - Kazuo é o único brasileiro no elenco de Alegría
Nenhuma comparação é melhor do que a de alguém que traz no rosto a máscara do riso ao afirmar que o Cirque du Soleil é uma fábrica de sonhos, que o faz pensar sempre como é bom poder ser um operário onde o que mais se faz é sonhar. Para mim é como se eu sonhasse todos as noites e, no outro dia, o circo colocasse o meu sonho no palco, comenta o palhaço Marcos de Oliveira Kazuo, único brasileiro do elenco de Alegría, espetáculo da maior companhia circense do mundo, que se despediu do público paranaense para alegrar platéias em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre capitais que fazem parte da turnê nacional da montagem. Ao conquistar um lugar entre as estrelas de Alegría, Kazuo, que está há seis anos no elenco, revela que aprendeu a sonhar e a fabricar sonhos com o artista londrinense Oscar Espíndola, o Xupetin, considerado por ele um dos melhores palhaços do mundo. Na semana passada, Kazuo visitou o amigo em Londrina, levando para o Soleil um DVD com a atuação do mestre e de outra artista circense, uma revelação londrinense. Antes de entrar para essa fábrica de sonhos, transportada por 60 carretas carregadas com 800 toneladas de equipamentos, Kazuo era atleta de ginástica olímpica e capoeira em São Carlos (SP).
As artes circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas milenares em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas. A acrobacia, inclusive, era uma forma de treinamento para os guerreiros de quem se exigia agilidade, flexibilidade e força. Com o tempo, a essas qualidades se somaram a graça, a beleza e a harmonia
Jogo de destreza originário de Angola, na África. Anteriormente era considerada uma forma de luta na defesa da liberdade de fato ou de direito do negro liberto. Ouviu-se falar de capoeira pela primeira vez no Brasil durante as invasões holandesas de 1624
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