Teresópolis - Nos últimos anos, no coração da região serrana do Estado do Rio, uma estrada cada vez mais vem se firmando como boa opção para os turistas que têm pouco tempo numa viagem e, mesmo assim, não abrem mão de variedade nos passeios. Trata-se da Rodovia RJ-130, que entre Teresópolis e Nova Friburgo ganha o simpático nome de Circuito Turístico Tere-Fri.
Ladeado por mata atlântica, esse aprazível trecho, com 68 quilômetros de extensão, tem hotéis aconchegantes incluindo o Rosa dos Ventos, único do País a fazer parte do seleto Relais & Chateau, grupo francês que reúne estabelecimentos com atendimento e serviços primorosos e culinária para todos os gostos, de pratos feitos no fogão a lenha a especialidades russas e suíças. À noite, o clima de montanha da região é mais que propício para um bate-papo à beira da lareira.
Sem falar nos passeios culturais, nas compras (principalmente de frutas, laticínios e mel, produzidos nos sítios, fazendas e pequenas fábricas à beira da estrada, além de confecções) e na infinidade de atividades de ecoturismo e aventura, muitas delas praticadas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.
Os 11 mil hectares de área do Parque da Serra dos Órgãos criado em 1939 e que leva esse nome porque seus picos lembram tubos de órgãos de igrejas espalham-se entre os municípios de Guapimirim, Magé, Petrópolis e Teresópolis.
Seu símbolo maior é o Pico do Dedo de Deus, que fica a 1.692 metros de altura e pode ser escalado mediante autorização do pessoal do parque. Uma das melhores vistas desse cartão-postal é a partir do Mirante do Soberbo, às margens da estrada, que também permite avistar outros picos, como o do Escalavrado e o Dedo de Nossa Senhora. Além de vários pontos para a prática de montanhismo, os mais dispostos encontram diversos trekkings para fazer. Entre os mais difíceis estão os que levam à Pedra do Sino, quinto ponto mais alto do Brasil, com 2.263 metros de altura, e à Pedra do Açu, composta por uma sequência de enormes rochas de cerca de dez metros de altura, na crista da serra.
Outra opção ''hard'' é a travessia Petrópolis-Teresópolis. Com 42 quilômetros de extensão, leva de três a quatro dias para ser percorrida. No caso de o preparo físico estar longe do ideal, comece o tour pelo Centro de Visitantes. Ali, por meio de maquetes, painéis e fotos, é explicada a fauna e flora típicas do parque, que conta com espécies como quatis, caxinguelês, queixadas e muriquis. Outro Centro de Visitantes, em uma antiga fazenda, abriga pinturas e mapas do botânico Von Martius, que visitou a região em 1817.
Depois, parta para os passeios leves, como a trilha interpretativa Mozart Catão, que em cerca de meia hora de caminhada leva até o Mirante Alexandre Oliveira, com vista de Teresópolis. Os nomes homenageiam dois alpinistas da cidade, mortos em 1998, quando tentavam escalar o Monte Aconcágua, na Cordilheira dos Andes.
Ainda entre as trilhas leves, há a da Primavera (de 15 minutos de duração, com acompanhamento de guias nos fins de semana e feriados), a da Cachoeira Véu da Noiva (que leva à queda-d'água preferida de dom Pedro I, com 35 metros de altura) e uma trilha suspensa, com 600 metros de extensão, em que se caminha na altura da copa das árvores.
O Parque Nacional da Serra dos Órgãos fica aberto de terça-feira a domingo, das 8 às 17 horas, e cobra ingresso. Crianças de até 7 anos e pessoas com mais de 60 anos não pagam.

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