Hoje, na Concha Acústica de Londrina, acontece o espetáculo de lançamento do projeto Viva o Circo! com os palhaços Xupetin e Coisa Fina. A apresentação, prevista para às 18h30, conta com técnicas de equilíbrio (monociclo e escada), de malabarismo (bolas, claves e argolas) e a tradicional palhaçada.
Idealizado a partir da necessidade de divulgação e preservação da arte circense, o projeto, que terá início no mês de agosto, pretende levar a 20 escolas municipais aspectos do universo do circo, totalizando 40 apresentações.
De acordo com o Fernando Góes, intérprete do Coisa Fina, os circos passam por uma fase delicada e tendem a desaparecer. ''É importante sensibilizar as crianças por meio de um palhaço como o Xupetin. Quem vê um bom palhaço na infância, não esquece jamais'', declarou Goés. Segundo ele, o circo é uma maneira de se viver a arte. ''Não é simplesmente subir numa corda-bamba e fazer palhaçada. A arte circense é uma das responsáveis pela transmissão de cultura'', disse.
O carro-chefe do projeto é o Caderno Cultural-Educativo, no qual consta a história do circo, enquetes de palhaços, dicas de malabarismos, sugestões de atividades e outras informações compatatíveis com os Parâmetros Curriculares Nacional. ''O circo é um tema recorrente nas escolas, mas não existia material pedagógico que desse suporte aos professores'', argumentou Goés.
Essa é a segunda edição do projeto que foi realizado também em 2003.
História do circo - Numa aproximação do formato atual, o circo teve seu início no século XVIII, na Inglaterra, graças a um amestrador de cavalos chamado Astley. Ele teve a idéia de mostrar em público exercícios de cavalaria que até então só eram realizados em pátios dos quartéis. Também foi sua criação o picadeiro, lugar onde os números são apresentados. Isso porque as evoluções dos cavalos, quando realizadas em círculo, além de possibilitar um movimento contínuo, permitem melhor performance em relação à velocidade e ao equilíbrio. Aos poucos Astley percebeu que o espetáculo se tornaria mais interessante se incluísse outros números, como os artistas mambembes, que se apresentavam em feiras nas ruas, o que era comum naquela época. Seu modelo funcionou e logo haviam dezenas desses circos espalhados por toda Europa. Apesar da escassez de dados oficiais, a primeira exibição registrada no Brasil foi a de Manuel Antônio da Silva, que se apresentou numa residência de Porto Alegre em 1831, executando números de dança e salto sobre cavalo.

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