Ela é a nova Julie Andrews. Tem a mesma beleza, profundidade e a mesma inteligência. Ela tem uma voz maravilhosa e é bailarina excepcional. Pelo menos essa é a opinião do ator Patrick Dempsey sobre a atriz Amy Adams, que divide com ele a cena principal de ''Encantada'', a mais nova produção da Disney que estréia hoje no circuito nacional e tem direção de Kevin Lima (que já assinou sucessos como ''Tarzan'').
Misto de Branca de Neve, Bela Adormecida e Cinderela, que é, a propósito, a personagem dos contos de fada favorita de Amy, sua personagem, a princesa Giselle, nada mais é que uma garota romântica perdida no labirinto frenético e cínico de uma metrópole. Qualquer semelhança com o mundo real não é, mesmo, mera coincidência.
Como de encanto (aliás, este é nome que o filme recebeu na Itália), Amy, Dempsey e o restante do elenco causaram alvoroço no Festival de Cinema de Roma, em outubro, onde o filme foi exibido em uma das incontáveis premières internacionais do evento. E não foi só pela lista de famosos, mas pela forma mais que bem-humorada de tratar o mais velho dos temas dos contos de fadas: a tarefa hercúlea de uma garota encontrar, e ser feliz para sempre, um príncipe encantado. ''É uma história universal, que une fantasia, desenho animado, filme e atores ''de verdade'' e a realidade frenética de Manhattan. Mas, no fim, é uma história de amor. Temos de aprender a enxergar que a magia do amor ainda existe. E deixar que entre em nossa vida'', declarou Dempsey, depois de ser questionado sobre como ainda acreditar no príncipe encantado quando a realidade de milhões de garotas não está muito distante daquela à qual é condenada a princesa Giselle pela rainha (ou a sogra) má, vivida deliciosamente por Susan Sarandon: viver em Manhattan, um lugar onde não há final feliz.
Na verdade, a sogra que não quer que seu filho, o príncipe Edward (James Marsden, perfeito no papel do príncipe politicamente correto e filhinho da mamãe), case-se com Giselle e, como castigo, manda a moça para a sarjeta, ou seja, o mundo real. ''Adorei ser vilã. Foi ótimo exercitar meu lado mau. É tão divertido. Tive de me transformar completamente. Nunca havia feito nada igual'', declarou a atriz. Como a grande maioria das princesas em potencial, Amy Lou não é nenhuma Cinderela, mas o príncipe dela também não é nenhum Prince Charming.

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