CINEMA/ESTRÉIAS - A 'neura' de um casal na telona
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quinta-feira, 23 de outubro de 2003
Reportagem Local 
O ibope comprovou: enquanto esteve no ar, a sitcom brasileira ''Os Normais'' manteve exemplar regularidade de audiência, mostrando um público fiel e satisfeito com as amalucadas histórias semanais da dupla Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), hilário casal carioca classe média. Assim, se depender deste longo trailer e da empatia conquistada e estabelecida no decorrer da tripla temporada, as 225 salas brasileiras que a partir de hoje exibem ''Os Normais'' (confira a programação na página 2) devem repetir os números dos mais recentes blockbusters nacionais, como ''Cidade de Deus'', ''Carandiru'', ''Lisbela e o Prisioneiro''.
Produzido pela poderosa grife Globo Filmes, ''Os Normais'' invadem o circuitão nacional com roteiro escrito pela mesma dupla - são casados - que criou a série, o publicitário Alexandre Machado e a escritora Fernanda Young. Para eles, obviamente a fórmula vitoriosa da série tinha que prevalecer, e o público vai reencontrar na telona a idéia de que ''a verdade da loucura vence''. Segundo Alexandre, ''o filme tem a ideologia inicial que movia o programa, aquela de que ninguém é normal, e que se alguém se diz normal é porque está mentindo ou é louco. O que a gente quis mostrar é que há uma hipocrisia em torno de tudo, inclusive do casamento''. Fernanda, por sua vez, sentencia: ''A mensagem do filme é que a loucura dá certo. Acho que as mulheres doidas demais um dia vão dar valor a mim!''
A história de ''Os Normais'' no cinema remete ao tempo em que Rui e Vani estão prestes a se casar. Ela com Sergio (Evandro Mesquita), às seis da tarde, ele com Marta (Marisa Orth), às oito da noite, ambos na mesma igreja. Na sacristia, várias confusões, e depois dos casamentos, os casais descobrem que são vizinhos. Vani descobre que foi traída por Sergio. Na rua, ainda possessa, encontra Rui e Marta. Mais confusão, quando Sergio descobre quem é a verdadeira Marta. Horas mais tarde, Rui e Vani voltam igreja para pedir a anulação dos respectivos casamentos. O padre não dá. E os dois então encontram soluções para seus casos. Românticas, mas nada normais.
Quem dirige ''Os Normais'' é José Alvarenga Junior, alguém com experiência em cinema desde sua estréia atrás das câmeras em dois filmes de Renato Aragão, em 1988. De lá para cá fez mais Trapalhões e depois Xuxa. Publicitário com larga experiência, entrou na Rede Globo pelas mãos de Daniel Filho, que o levou para trabalhar no seriado ''A Justiceira''. Em 98 voltou ao cinema com ''Zoando na TV'', com Angélica. Antes de ''Os Normais'', foi diretor geral de ''Mulher''.
O diretor viu muitas comédias românticas antes de dirigir ''Os Normais''. Segundo ele, para este filme reviu especialmente seis: ''Um Peixe Chamado Vanda'', ''Se Meu Apartamento Falasse'', ''Um Lugar Chamado Notting Hill'', ''Quatro Casamentos e Um Funeral'', e dois filmes da série ''Pantera Cor de Rosa''.


