Curitiba - Nem sempre um filme precisa ser genial - ou mesmo original - para ser agradável. É o caso de ''Uma Noite no Museu'', em cartaz nacional a partir de hoje (confira programação de cinema na página2). Nem genialidade nem originalidade moram no roteiro do longa dirigido por Shawn Levy (da ''Pantera Cor de Rosa''), mas isso não significa exatamente que o filme seja ruim. Ao contrário. É provavelmente a melhor opção para crianças e adolescentes nesse final de férias, com boas tiradas e risadas proporcionadas pelo protagonista, Ben Stiller, já escolado em comédias. No filme, Stiller é Larry Daley, um visionário inventor que tem pouco trabalho e uma motivação: o filho de 10 anos.
É para não decepcionar o rebento e provar para a ex-mulher que ele pode manter uma casa - e talvez - um trabalho convencional, que ele aceita o único cargo disponível na agência de empregos: o de guarda noturno do imponente Museu de História Natural. Apesar do local abrigar grandes personagens da história americana, é um concorrente limitado para os visitantes, que estão cada vez mais escassos. Pode parecer um emprego fácil, até Daley passar a primeira noite no museu e perceber que as criaturas expostas, desde mamíferos africanos empalhados, até um tiranossauro Rex e Teddy Roosevelt (Robin Willians) ganham vida.
Daley quer abandonar o novo emprego já no segundo dia, mas resolve ficar para não decepcionar o filho. Começa a encontrar várias soluções para manter ocupadas as criaturas. Nem sempre boas, diga-se. Dá um isqueiro aos homens pré-históricos que tentam fazer fogo com as pedras. É claro que em pouco tempo, eles incendeiam o local. Amarra um osso num carrinho de controle remoto para a dócil e imensa ossada de tiranossaura perseguir e por aí vai. Mas o novo guarda noturno precisa ser criativo para driblar as situações, já que perdeu o guia de instruções deixados pelo três guardas que ele está substituindo.
A participação de Owen Wilson, parceiro de Ben Stiler em outras produções, também surpreende, principalmente porque seu nome não aparece em nenhum material de divulgação. Os diálogos dele - uma miniatura- com o imperador romano e suas provocações ao guarda noturno rendem alguns dos melhores momentos do filme.
No meio de efeitos fantásticos e situações constrangedoras, a relação entre pai e filho aparece como um pano de fundo realista e atual. Tudo previsível, mas que dá até um certo conforto ao espectador. Às vezes é bom saber o que vai acontecer. No museu, por exemplo, trabalha Rebecca (Carla Gugino) uma guia dedicada e solitária que pesquisa os personagens da história. Para não decepcionar a garota e o filho, Daley divide o segredo das criaturas vivas com eles. Alguém imagina como a história termina?

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