Pasmem. Sete roteiristas, ou quatorze mãos, trabalharam no roteiro deste ''Anaconda 2'' (confira programação de cinema na página 2), sequela das aventuras do ofídio que em 1997 devorou quase todo o elenco daquele primeiro filme que tinha Jon Voight à frente, e a então novata Jennifer Lopez a tentar o apetite da cobra. O primeiro era trash por vocação mas involuntariamente hilariante, o que o tornava passável - e razão do substancial sucesso de bilheteria. Já este segundo continua trash, mas não consegue ser engraçado nem por acaso, o que acaba sendo mais mortal que a própria ruindade.
A cobiça é que chefia a expedição que invade as selvas de Bornéu atrás de uma orquídea rara que contém substância capaz de retardar o envelhecimento. Mas a flor tem como guardiã, adivinhem, a própria Anaconda escondida sob as águas. Há o vilão de sempre, mas com muito menos maldade do que o personagem de Voight. Há o capitão do barco, um ''macho man'' capaz de aniquilar um crocodilo. Alguém argumenta que ''é a coisa mais valente ou a mais louca que alguém pode fazer''. É também a frase mais mais débil e uma das mais usadas pelo cinema. E por aí vai o filme, correnteza abaixo.

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