Críticas como a da revista ''Variety'' demoliram ''Tropa de Elite''. O filme de José Padilha foi chamado de fascista e o Capitão Nascimento, personagem interpretado por Wagner Moura, foi comparado a Rambo. Na noite do último sábado, feliz da vida com seu Urso de Ouro, o diretor agradecia ao presidente do júri, Costa-Gavras, e ao Festival de Berlim por haverem entendido que não era nada disso. O produtor Marcos Prado, que subiu ao palco do Berlinale Palast na hora do agradecimento, reforçou o caráter de crítica do filme.
Além da óbvia sobrevida que o filme ganha a partir de agora nas salas de cinema do Brasil, onde deve voltar ao cartaz com toda força nos próximos dias, Padilha e o distribuidor Harvey Weinstein, ex-Miramax e hoje Weinstein Company, já podem planejar com mais tranquilidade a campanha de lançamento de ''Tropa de Elite'' nos EUA.
A expectativa é saber se, a exemplo do que conseguiu com ''Cidade de Deus'', de Fernando Meirelles, Weinstein também vai conseguir emplacar ''Tropa de Elite'' em categorias importantes do Oscar no ano que vem.

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