Cinema toma conta de São Paulo
Ivan Finotti
Agência Folha
Com atrações como as mais recentes obras de diretores como o cult Jim Jarmusch ou o lírico Abbas Kiarostami, a 23ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo desembarca hoje na estação Júlio Prestes, centro da cidade. Como um trem de carga, traz na bagagem três toneladas e meia de latas e celulóide. É o peso dos 160 longas-metragens e 40 curtas com o melhor do cinema de 41 países.
Caso alguém se prontificasse a assistir a todos eles, passaria 12 dias e 12 horas seguidos numa sala fechada e escura. Em compensação, teria assunto até o próximo milênio.
No total, haverá 595 sessões, espalhadas em dez cinemas da cidade, sem contar a sala São Paulo, da estação Júlio Prestes. É lá que acontece hoje, a partir das 21h, a abertura para convidados, com Fausto (1926), do alemão Friedrick Wilhelm Murnau (diretor de Nosferatu, entre outros). A exibição do filme, que é mudo, será acompanhada pela Sinfonia Cultura - Orquestra da Rádio e Televisão Cultura. A orquestra vai tocar uma peça especialmente escrita para o filme pelo maestro alemão Bernd Schulcheis, que veio ao Brasil para assistir a essa estréia mundial. Essa sessão será repetida para o público na sexta, às 21h, ao preço normal da mostra, R$ 8. Estudantes e maiores de 60 pagam meia. Quem preferir acampar no cinema pode comprar a permanente integral (R$ 150) ou a vesperal (R$ 50).
A partir de amanhã, o evento engata em três outras salas. Na sexta, quando oficialmente começa, dez cinemas da cidade se dedicarão exclusivamente a ela.
A viagem termina no dia 28, uma quinta-feira, mas apenas oficialmente. Na sexta 29 ainda há 23 filmes programados. E os vencedores de público e crítica estarão em cartaz em São Paulo até 4 de novembro.





