Cinema sem palavras
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terça-feira, 05 de dezembro de 2017
Marcos Losnak<br>Especial para Folha2 
Nos dias de hoje assistir um filme faz parte da rotina, algo trivial. Seja na poltrona do cinema, no sofá da sala ou na cama do quarto.
Mas nem sempre foi assim. Décadas e décadas atrás, assistir um filme era um acontecimento singular. Algo extraordinário.
A escritora Flávia Muniz visita essa época em "Charles Chaplin Um Tesouro em Preto e Branco", livro infantojuvenil que acaba de ser lançado pela editora FTD com ilustrações de Adriana Alves.
A obra traz o relato de uma menina que adora ir aos domingos ao cinema na companhia do pai. Num certo domingo ela assiste a um filme que causa grande impacto em sua vida: "Luzes da Cidade", de Charles Chaplin.
Filme mudo em preto e branco, "Luzes da Cidade" foi lançado em 1931, uma época em que o cinema sofria grandes mudanças tecnológicas. O cinema mudo estava sendo substituído pelo cinema falado.
"Charles Chaplin Um Tesouro em Preto e Branco" é constituído basicamente do relato da experiência da garota em assistir o filme. Transforma o cinema mudo em narrativa escrita. Apresenta o enredo, as cenas marcantes e o sentido da história. Seu caminho está em converter em palavras uma narrativa originalmente de imagens.
Em "Luzes da Cidade" o vagabundo cômico criado por Chaplin (1889 1977) entra numa série de enrascadas em nome do amor. Nos países de língua espanhola e portuguesa o personagem recebeu o nome de Carlitos.
Em seu livro Flávia Muniz sugere um desafio: como seria para as crianças de hoje assistir um antigo filme mudo, em preto e branco, carregado de humor humanitário?

Serviço:
"Charles Chaplin Um Tesouro em Preto e Branco"
Autor Flávia Muniz
Ilustrações Adriana Alves
Editora FTD
Páginas 64
Quanto R$ 47


