Cinema Moderno (Lélio Sotto Maior Jr.)
Superficialmente falando, Guerra nas Estrelas é apenas mais um science-fiction para ser consumido por multidões. É o tipo de filme que a Academia de Hollywood premia como Melhor Efeitos Especiais. A academia tem suas idiossincrasias.
Hitchcock, por exemplo, nunca foi premiado como Melhor Diretor pela Academia, apesar de ter realizado 4 obras-primas incontestáveis: Vertigo, Os Pássaros, Janela Indiscreta e Intriga Internacional. Já 2001 de Stanley Kubrick, apesar de ser um dos melhores filmes modernos, só ganhou um Oscar: o fatídico Oscar de Efeitos Especiais.
Esta me parece uma visão muito anedótica de cinema, pois, muitas vezes, o cinema espetáculo se metamorfosea brilhantemente em cinema-arte. É o caso deste insólito Guerra nas Estrelas, de George Lucas. Além de ser um filme comercial bem hollywoodiano, possui uma visão do mundo e transcende o mero cinema-espetáculo.
Lucas, mágico da Science-Fiction, nos oferece um deslumbrante approach futurista, lembrando por vezes o também insólito Duna de David Lynch.
Guerra nas Estrelas é um verdadeiro banquete de beleza visual, de futurologia, de tecnologia. É toda uma modernidade cinematográfica que atinge o seu máximo esplendor encantatório, levando o espectador a um País-das-Maravilhas sonoro-visual.





