1) A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla. O autor do anárquico ‘‘O Bandido da Luz Vermelha’’, realizou aqui o primeiro filme feminista da história do cinema nacional. Helena Ignês pinta e borda o tempo todo. Uma espécie de Messalina dos tempos atuais.
2) Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. O cinema tropicalista teve a sua inauguração neste filme-manifesto, uma hommage ao espírito da Semana de 22, quando tudo era possível na arte e na vida.
3) Meteorango Kid, de André Luiz de Oliveira. Um filme totalmente maluco, debochado, irreverente, uma espécie de tropicália radical.
4) Brasil Ano 2000, de Valter Lima Jr. O Primeiro musical do cinema brasileiro totalmente experimental da primeira à última sequência, num carrossel de joie de vivre, alegria de viver intensamente.
5) Eros, de Valter Hugo Khoury. Um desfile de mulheres bonitas e sensuais, uma parada de erotismo e amoralismo, outro trunfo do altamente civilizado Valter H. Khoury.
6) Memória de Helena, de David Neves. Do amor platônico ao amor lésbico. Duas garotas vivem intensamente o tema da ‘‘afinidade eletiva’’ de Goethe. Um filme que é uma verdadeira homenagem à mulher brasileira.
7) Copacabana me Engana, de Antônio Carlos Fontoura. Crônica carioca do amor-livre e da promiscuidade elegantes. Fontoura mostrou como ninguém uma certa fauna liberada e liberal.

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