São os seguintes os mais importantes filmes realizados pelo cinema nacional:
1º) Limite, de Mário Peixoto, obra-prima do cinema surrealista.
2º) Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe, os dois melhores filmes de Glauber Rocha e sem dúvida as duas obras de maior impacto formal e conteudístico do Cinema Novo.
3º) Os Cafajestes, de Ruy Guerra, obra de vanguarda com influência da Nouvelle Vague francesa, um filme bastante inventivo.
4º) O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade, ensaio de cinema poético e intimista, outro trunfo inegável do cinema nacional.
5º) A Noite Vazia, de Valter Hugo Khoury, obra altamente criativa com influência do moderno cinema europeu.
6º) A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, um filme de grande expressão sociológica
7º) O Bandido da Luz Vermelha, cinema marginal com resultado mais do que excelente.
8º) Chica da Silva e Bye Bye Brazil, ambos de Cacá Diegues e duas obras marcantes.
9º) O Casamento e Eu te Amo, os dois melhores filmes do sagaz Arnaldo Jabor.
10º) Tabu e O Gigante da América, ambos de Julio Bressane e imperdíveis.
11º) Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, para muitos o mais sincero filme nacional.
12º) O Cinema Falado, obra-experimental de Caetano Veloso, um filme que poder-se-ia chamar de ‘‘concretista’’ tal a sua audácia formal.
Todo este entroito para dizer que Central do Brasil, de Walter Salles é uma espécie de síntese de todo esse pessoal acima mencionado. Um filme singelo, terno, lírico, profundamente humano e tocante. Salles é o primeiro a reconhecer que não teve maiores pretensões formais (e sim conteudísticas). É um filme simples, mas de uma simplicidade comovente e arrebatadora. Uma obra-prima de humanismo, como só poucos (talvez os neo-realistas italianos) chegaram a concretizar.

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