Cinema fatura alto
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terça-feira, 06 de janeiro de 1998
Carlos Eduardo Lins da Silva Agência Folha 
ReproduçãoCena de Titanic: filme suntuoso agradou a platéias de todas as idadesA indústria do cinema nos Estados Unidos teve em 1997 o maior faturamento de sua história: US$ 6,2 bilhões. Mas essa não é a grande notícia do ano. Mais importante é que o número de ingressos vendidos aumentou 7% em relação a 1996 (1,4 bilhão), a maior taxa de crescimento em 20 anos. Melhor ainda: ir ao cinema é considerada a atividade mais in pelos adolescentes do país, segundo pesquisa de opinião divulgada em dezembro. Mais 400 salas foram inauguradas em 1997. O número total de cinemas nos EUA agora é de 30 mil.
Em 1996, quando O Paciente Inglês, Fargo, Shine, O Carteiro e o Poeta e outras produções independentes ou de pequenos estúdios dominaram a atribuição de prêmios e as bilheterias do país, muitos analistas previram que os filmes de grandes orçamentos das corporações tradicionais estavam condenados ao fracasso no futuro. Mas 1997 marcou a reabilitação dos grandes estúdios. O maior exemplo é Titanic, o filme mais caro da história em apenas três semanas de exibição faturou em torno de US 100 milhões, metade do seu custo, e conseguiu entrar na lista das dez maiores bilheterias do ano. Ele está sendo aplaudido por críticos e amado por platéias compostas por todas as frações demográficas possíveis e imagináveis.
Bom exemploO sucesso de Titanic vai encorajar outros estúdios a seguirem o exemplo da Fox, que investiu, embora de maneira relutante, no projeto para muitos megalomaníaco de Cameron. Graças a ele, a Fox tem esperanças de pular do seu atual quinto lugar na lista dos estúdios com maior faturamento e disputar com a Sony pela liderança que assumiu durante o ano de 97.
Se não fossem Titanic e a reexibição de Guerra nas Estrelas, a Fox teria tido uma temporada de fracassos no ano passado. Velocidade Máxima 2 e Volcano foram alguns exemplos de grandes prejuízos. O principal trunfo da Sony foi Homens de Preto, o campeão de faturamento do ano, com US$ 249,5 milhões nos EUA e US$ 300 milhões em outros países. A Sony terminou 1997 com quase 21% do mercado.


