Cinema embala passarela do samba
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segunda-feira, 07 de março de 2011
Folhapress 
São Paulo - As escolas de samba Unidos da Tijuca e Mangueira foram os dois destaques do primeiro de dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval no Rio. O destaque da Tijuca ficou por conta das coreografias e dos truques de ilusionismo, enquanto o ponto alto da Mangueira foram as alegorias gigantes e as paradinhas da bateria.
Na Unidos da Tijuca, integrantes da escola usaram truques de ilusão que fizeram a plateia crer que eles desprendiam as cabeças de seus corpos. Uma alegoria ainda acompanhava a comissão, com o titulo ''Pague para entrar, reze pra sair'', uma referência a um clássico dos filmes de terror.
Já o abre-alas era uma enorme barca decorada com caveiras e outros elementos de terror. Sobre ela, desfilaram ainda mais de cem pessoas vestidas de fantasmas. Este carro provocou apreensão entre os participantes ao apresentar dificuldade para passar pela dispersão devido ao seu tamanho. Organizadores precisaram desmembrá-lo.
Entre outros filmes que ganharam destaque estão ''Avatar'', ''Tubarão'', ''Harry Potter'' e ''Indiana Jones'', com carros alegóricos sobre eles. Na alegoria sobre Tubarão, por exemplo, havia um tanque cheio de água em que uma pessoa era ''devorada'' por um tubarão mecânico. O cinema brasileiro também foi lembrado, com a presença de Zé do Caixão.
Na Mangueira, a homenagem ao compositor Nelson Cavaquinho começou antes do desfile, em um texto lido pelo ator Milton Gonçalves. Na comissão de frente, que retratava diferentes fases da vida de Cavaquinho, a escola emocionou o mangueirense com um sósia dele.
A bateria, como sempre, reinou na avenida e abusou das paradinhas. Nos momentos em que a Sapucaí ficava no silêncio dos instrumentos, o canto do mangueirense tomou conta. Já as alegorias chamaram a atenção pela grandeza dos carros. A rainha de bateria foi Renata Santos.
Além da Tijuca e da Mangueira, o público também ficou bastante empolgado com a passagem da Portela pela avenida. A escola, que foi uma das afetadas pelo incêndio que atingiu a Cidade do Samba, em fevereiro, abusou dos tons de azul nas fantasias e alegorias, com o tema ''Rio, azul da cor do mar''.
Como não estava sendo julgada neste ano, por conta do incêndio, a Portela aproveitou para se soltar. A bateria abusou de paradinhas e coreografias. A Unidos de São Clemente também levou à Sapucaí um enredo de homenagem ao Rio. A escola lembrou as enchentes, os problemas de urbanização, além da cultura e da musicalidade carioca. Foram lembrados alguns cartões postais do Rio, como o Pão de Açúcar, a baía de Guanabara e o Jardim Botânico.
Cheia de perucas, contabilizando mais de 800 kg de cabelo sintético, desfilou a Vila Isabel, penúltima escola a passar na Sapucaí. Várias celebridades desfilaram com apliques para marcar o enredo, que contou a história do cabelo. Com cabelos naturais, a bela Gisele Bundchen desfilou no último carro da escola.
Com o enredo ''A Imperatriz Adverte: Sambar Faz Bem à Saúde'', a escola Imperatriz Leopoldinense mostrou de forma divertida e criativa que a música ajuda a curar as feridas do corpo. O carnavalesco levou os doutores da alegria para a comissão de frente.
O carro ''Medicina Moderna'' mostrou esculturas do clone da ovelha Dolly, da vaca louca, do mosquito da dengue e da vaca louca. Componentes da escola representavam os ratos de laboratório usados nas experiência para a descoberta de doenças.


