Depois de ficar um ano sem acontecer, o Festival de Cinema, Vídeo e Dcine de Curitiba (FCVDC) volta a ser realizado em Curitiba este ano, em sua décima edição, desta vez com um orçamento bem mais magro do que em anos anteriores. A coordenadora do evento, Cloris Ferreira conta que teve que enxugar os gastos de R$ 600 mil para R$ 200 mil este ano.
''Não posso mais trazer todos os competidores como antes'', diz ela. Este ano, para se adequar ao patrocínio, os vencedores serão divulgados com antecedência e o evento arcará com os gastos apenas dos representantes dos premiados, que serão convidados especiais do evento. O festival, que nos anos anteriores teve patrocínio da Copel e Petrobras, desta vez tem apoios garantidos dos Correios e do Fundo Nacional de Cultura.
O 10º festival acontece entre os dias 22 e 28 de outubro, quando o público poderá conferir os filmes selecionados e será feita a premiação. Será concedido o Troféu Pinhão ao melhor filme, melhor vídeo e ao melhor Dcine, além do melhor diretor, roteiro, atriz e ator em cada uma das categorias.
Outros dois prêmios serão conferidos durante o festival: Troféu Aramis Millarch por críticos e jornalistas especializados; e Troféu Rui Guerra, que contará com o voto dos espectadores.
No último final de semana já houve uma primeira pré-seleção para o festival. Foram analisadas 158 produções, entre filmes e vídeos de curta e média-metragens, divididas nas categorias ficção, documentário e animação.
Desses, foram selecionados 62 trabalhos. No próximo final de semana, esses pré-selecionados passam por nova seleção, quando será definida também a grade de exibição e os premiados do festival.
Das 62 produções pré-selecionadas, apenas três são do Paraná, mais especificamente de Curitiba, todos concorrendo na categoria vídeo: ''Real e Confuso'' de David D'Vistant; ''Wanderley Silva'' de Ricardo Brown e Gustavo Fracasso; e ''Vigorrr'' de Fabiana Moro. ''O Paraná não põe suas produções para concorrer, mas só a concorrência dá qualidade'', diz Cloris, destacando a qualidade do júri que pré-selecionou os trabalhos.
O júri foi presidido pelo gaúcho Esdras Rubim, ex-coordenador do Festival de Cinema de Gramado por mais de uma década. Integraram a comissão, também, o diretor de animação Lancast Motta; o cinéfilo João Henrique; o publicitário e fotógrafo Felipe Fontoura; e a cineasta e videomaker Fernanda Morini.
O grande diferencial do 10º festival, segundo Cloris, é o formato da Oficina de Animação, onde serão ensinadas técnicas diferenciadas que, hoje, são largamente usadas no Canadá, um dos países que mais desenvolveu esse tipo de cinema.
As inscrições para participar das oficinas podem ser feitas a partir do dia 9 de setembro. Paralelamente, também será realizado o 3º Encontro Internacional de Animadores.

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