Cinema do inconsciente
O sonho é uma mito privado. O mito é um sonho coletivo. Esta frase, atribuída tanto a Joseph Campbell quanto a Robert Walter, define com exatidão o fértil território onde o inconsciente semeia seus símbolos.
É exatamente neste território que o poeta, letrista e jornalista Ademir Assunção colhe os textos de seu novo livro, Cinemitologias, lançado pela Editora Ciência do Acidente. Trabalhando, num mesmo espaço poético, com imagens do inconsciente e reproduções de ícones de mitologias primitivas, realiza uma espécie de diário do sonho onde o consciente não deixa de lado as apuradas ferramentas da linguagem.
Após trabalhar com poesia em LSD Nô (Editora Iluminuras,1994) e com prosa experimental em Máquina Peluda (Ateliê Editorial, 1997) Ademir Assunção entra agora, em Cinemitologias, na floresta da prosa poética. Neste labirinto de árvores, dialoga com a linguagem cinematográfica para construir o que denomina de Cinepoética, um campo onde as palavras caminham para um fluxo de imagens sucessivas.
ReproduçãoOptando por uma tiragem restrita (100 exemplares assinados), o autor aponta a atividade poética como recurso ecológico de sobrevivência no mundo contemporâneo. A seguir, Ademir mostra que fala de sobre os detalhes de seu trabalho.
Você define o trabalho de Cinemitologias como cinepoética. O que é exatamente cinepoesia? Trata-se de um conceito criado por você?Arquivo FolhaAdemir Assunção: Tentei trabalhar com a capacidade da palavra em evocar imagensMarcos Losnak
Especial para a Folha2





