Muitos dos fanáticos por sagas cinematográficas como ‘‘Guerra nas Estrelas’’, ‘‘Matrix’’, ‘‘X-Man’’ ou ‘‘O Senhor dos Anéis’’ têm alguma coisa a dizer ao autor da afirmação ‘‘segundas partes nunca são boas’’. Sem questionar aqui a qualidade das seqüelas que congestionam a programação, o que parece fora de dúvida é que, cada vez mais, elas despertam maior expectativa entre o público, muito, é claro, devido a campanhas prévias de marketing cuidadosamente planejadas. Os fãs, espalhados por absolutamente todos os rincões do planeta, se preparam assim com tempo suficiente, e devidamente informados sobre todos os detalhes, para receber as últimas façanhas de seus heróis.
  O espectador que se coloca nesta condição tem a seu favor o fato de que o tempo de espera entre um e outro capítulo é agora muito menor. Os seguidores de ‘‘Superman’’, por exemplo, tiveram que esperar uma média de três anos entre um filme e outro, uma eternidade para a urgência consumista contemporânea. Entre outros aperfeiçoamentos no processo, o que os produtores aprenderam foi simultaneidade, isto é, rodar de uma só vez todos os capítulos, e depois apresentá-los separadamente. Foi assim com a segunda e a terceira parte de ‘‘Matrix’’, filmadas ao mesmo tempo durante 270 dias e lançadas com um intervalo de apenas seis meses.
  E foi da mesma forma com ‘‘O Senhor dos Anéis’’, cujo terceiro episódio, ‘‘O Retorno do Rei’’, tem estréia mundial marcada para o final de dezembro. A façanha de Peter Jackson, roteirista, diretor e produtor da trilogia, foi quase tão colossal quanto a assinada por Tolkien. Rodou tudo de uma só vez na Nova Zelândia, e foi entregando metodicamente, um episódio a cada Natal. A trilogia de J.R.R. Tolkien - para muitos o melhor relato de aventuras jamais escrito - narra a luta épica pela posse do Anel Único. Se ele voltar às mãos de seu criador, o Obscuro Senhor de Sauron, este terá o poder necessário para escravizar o mundo. Na derradeira parte, os integrantes da Comunidade do Anel vão testemunhar a batalha final entre Frodo e as forças do Mal pela posse do anel mágico.
  Ainda que faltem meses para que sejam lançados no Brasil (chegarão a partir de junho de 2004), os aficcionados já estão impacientes para reencontrar Harry Potter e suas mágicas aventuras, os feitos mirabolantes do super-herói Homem-Aranha e as geniais animações de Shrek. Todos já estão a caminho.
  Sai Chris Columbus, entra o mexicano Alfonso Cuarón. O bruxinho Harry Potter chega à adolescência em ‘‘Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’’, e nada mais adequado do que um diretor que saiba lidar com a faixa etária, tão bem trabalhada em ‘‘Y Tu Mamá También’’. Harry, Hermione e Rony cresceram, e por isso o estilo também mudou. Mais ‘‘noir’’, mais psicanalítico, mais dramático, agora com o concurso de Gary Oldman como o ameaçador Sirius Balck e com outro inglês, Michael Gambon, substituindo o falecido Richard Harris na pele do professor Dumbledore. Já o quarto episódio, ‘‘O Cálice de Fogo’’, parece destinado ao diretor Mike Newell, de ‘‘Quatro Casamentos e um Funeral’’.
  Em ‘‘Spider Man 2’’, Sam Raimi volta a dirigir Tobey Maguire, intérprete do estudante Peter Parker e do Homem-Aranha que luta contra o crime. Nesta nova aventura o inimigo implacável é o cientista Otto Octavius, que acaba se reencarnando no maníaco Doc Ock.
  E por sua vez, Andrew Adamson voltou para trás das câmeras e atualmente dirige as novas aventuras do ogro verde que tão bem funcionou na estréia, com direito a Oscar e farta bilheteria. A companhia DreamWorks está disposta a complicar novamente a vida da divisão animada da Disney com ‘‘Shrek 2’’, com estréia americana prevista para 4 de junho de 2004 (no Brasil, férias de julho). Nesta retomada, logo de volta da lua-de-mel, Shrek e Fiona recebem dos pais dela convite para jantar. O que eles, os pais, não sabem, é que Fiona se transformou em ‘‘ogra’’ por amor e que o marido da filha é um monstro verde e escatológico que se faz acompanhar de um asno falante e politicamente incorretíssimo. Na versão original vão ser novamente ouvidas as vozes de Mike Myers (Shrek), Cameron Diaz (Fiona), Eddie Murphy (Donkey), e John Lithgow (Lord Farquaad). As novidades são as vozes de Julie Andrews e John Cleese como os pais, e ainda Antonio Banderas, Rupert Everett e Jennifer Sauders.
  A expectativa está servida.

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