Cinema alemão aborda a vida de pessoas simples
Zeca Corrêa Leite
A Cinemateca de Curitiba exibe até dia 13 uma retrospectiva do diretor alemão Frank Beyer, 66 anos, nascido em Nobitz, na Turíngia, autor de filmes que costumam abordar as vivências das pessoas simples e como elas enfrentam as situações que muitas parecem exceder suas próprias forças. Esses cidadãos anônimos em geral são aqueles que viveram no passado fascista alemão.
As reflexões de Beyer a esse respeito trouxeram-lhe sucesso. Aliás, foi em 1960, com Cinco Cartuchos, que o diretor transformou-se num dos talentos mais promissores entre os diretores da Defa (companhia cinematográfica estatal alemã). Os dois filmes que se seguiram a este, Filhos de Rei (1962) e Nu entre Lobos (1963), mantém a temática antifascista.
A mostra na Cinemateca, em parceria com o Instituto Goethe de Curitiba, não apresenta nenhum dos três títulos. O mais antigo data de 1965/66, Rastro das Pedras. Hoje (dia 7) tem Jacó, o Mentiroso, às 18h30. E às 20h30, A Estada (legenda em espanhol).
Amanhã estréiam Rastro das Pedras, às 18h, e A Suspeita, às 20h30. Haverá reprise de A Estada às 16 horas. Dia 9, às 16 horas, tem A Suspeita; às 18 horas, Rastro das Pedras e às 20h30 O Esconderijo. O festival prossegue no dia 11 com O Esconderijo, às 18 horas, e O Arrombamento, às 20h30.
Este último terá reprise no dia 12 às 18 horas e às 20h30 será exibido O Rei e seu Bobo da Corte. Dia 13 O Rei estará na sessão das 18 horas e às 20h30 a série encerra com A Igreja de São Nicolau. Os filmes têm legendas em espanhol, com excessão de O Arrombamento e O Rei e seu Bobo da Corte, traduzidos para o português.





