CINEMA - Um mix de emoção e fé
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quarta-feira, 08 de outubro de 2003
Ciro Bonilha<br> Agência Folha 
O primeiro filme de padre Marcelo Rossi aposta na emoção para conquistar o público. Uma das cenas mais fortes de ''Maria, Mãe do Filho de Deus'' - em pré-estréia para convidados hoje, em Londrina, no Cine Catuaí 4 - e que entra em cartaz na sexta-feira nos cinemas de todo o País, é a da crucificação: pregado na cruz, Jesus pergunta por Deus e morre; a câmera volta para Maria, que solta um grito desesperado. ''Queremos emocionar as pessoas. Já vi o filme seis vezes e chorei em todas'', conta padre Marcelo Rossi.
Como já se sabe, ele aparece no longa-metragem. Mas faz questão de dizer que não está lá como ator. ''Sou um padre que conta histórias, ou seja, eu mesmo. Não decorei nenhuma fala, dizia o que aparecia na minha cabeça'', afirma.
É aos cuidados desse sacerdote, que no filme é pároco em uma cidadezinha do Nordeste, que Maria Auxiliadora (Giovanna Antonelli) decide deixar sua filha, Joana (Ana Beatriz Cisneiros). A menina está muito doente, e a mãe tem de ir buscar os exames que devem confirmar seu triste estado de saúde.
Sozinho com a pequena, o padre resolve contar-lhe a vida de Nossa Senhora. A partir daí, as duas histórias se fundem, e a menina imagina Maria com a cara de sua mãe, Jesus com o rosto de um vendedor ambulante (Luigi Baricelli), e Jerusalém como sua pequena cidade. O arcanjo Gabriel não poderia ter outra cara, a não ser a do padre Marcelo.
A produção de R$ 6,8 milhões leva a assinatura de Diller Trindade, o mesmo que acabou de lançar ''Dom'' e de rodar ''Abracadabra'', com Xuxa. A direção é de Moacyr Góes, também diretor das produções citadas.


